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sábado, 27 de dezembro de 2014

a culpa

Acabei de assistir ao "Precisamos falar sobre o Kevin". ~~~ Que vibe! ~~

Se fosse há um tempo atrás, eu diria: "wow! Que coisa louca... coisa de americano mesmo."
Mas há pouco tempo aconteceu aqui no Brasil... no Rio... em Deodoro. Pertinho de onde eu morava, Pra mim quer dizer que essas coisas independem (um pouco) de cultura, geografia e sociedade. Ou que esse vírus da depressão, da psicopatia infantil veio via internet, tv e coisa e tal. E agora, não adianta achar que está longe e que é problema deles. É tudo um problema só.

Mas se tem uma coisa que eu aprendi na sabedoria de orkut é que tudo tem um porquê.

O omelete falou mal do filme, e embora a falta de continuação das cenas de 10s do começo tenham me irritado um pouco, eu não entendi por que. Sinto que foi a adaptação cult de um livro best-Seller tenha irritado os críticos pseudo-cults. Mas eles falaram que a cena em que o menino come aquela fruta que parece um olho é de mau gosto. Há, achei engraçado isso. O que seria de mau gosto? Fiquei chocadíssima, claro, mas achei intrigante de qualquer jeito.

Enfim, o que mais me chama atenção (sem contar com aquela cena do olho da menina - huuunf pressão caindo) é a culpa. A culpa tá sempre por aí, o tempo todo, depois que passa todo mundo só quer saber dela! Culpa por isso, por causa daquilo, de quem é?

Eu que sempre olho de fora, acho curiosíssimo essa coisa das pessoas estarem preocupados de quem é a culpa de tudo. Até na peça do Miguel Falabella vão investigar se tem culpados do acidente com o cabo que despencou com os atores. Não sei em que mundo eu vivo, mas isso me irrita um pouco.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pequena obsessão

2. Sobrancelhas. Um romance protagonizado por um cara que tinha sobrancelhas muito bonitas, tão bonitas que ele era rico, amado e bem sucedido só graças a elas. Além de serem sedosas e brilhantes, eram perfeitamente simétricas e idênticas: as duas sobrancelhas tinham o mesmo número de pelos. Mas um dia começavam a surgir nele sobrancelhas dissidentes.  Sim, nasciam sobrancelhas fora do espaço designado na espécie humana para estas questões, que é em cima dos olhos. A princípio saíam um pouco mais à direita, um pouco mais à esquerda, na testa ou nas pálpebras, mas não era uma ou duas, eram muitas muitíssimas sobrancelhas. Infelizmente o protagonista era um cara muito convencional que não gostava da licantropia, dos circos nem dos portugueses. Daí a grande decisão dele era comprar umas pincinhas. Passava o dia inteiro extirpando as dissidentes. Era uma atividade que exigia as 24 horas do dia: perdia o trabalho, os amigos, as namoradas, o cachorro morria de fome, abandonado. Porém, o grave, o verdadeiro nó do relato, chegava quando um dia começavam a surgir sobrancelhas na barba. O protagonista se paralisava diante do dilema, porque duvidava entre usar as pincinhas ou a navalha de barbear de sempre. No romance não sabíamos por que, mas de repente esta dúvida derivava num discurso metafísico no qual eram feitas releituras da Bíblia, da Torá, do Corão e do Popol Vuh. Mil e quinhentas páginas com quatro mil notas ao pé, onze prólogos e sete epílogos. O final ficaria aberto, sem desenlace aparente: “Olhou seu reflexo no espelho, segurando fortemente a navalha na mão direita. Enxergou esse rosto que há dias olhava sem olhar, repleto de marquinhas vermelhas. Falou assim: Sou eu, sou eu. E ele entendeu, por fim, o que haveria de fazer”. Os leitores poderiam interpretar que o protagonista iria se suicidar, especialmente os fanáticos da literatura russa do século XIX. Ou que o livro culminava com uma epifania peluda que o autor, de maneira truculenta, não revelava ao leitor. (Os sete epílogos, surpreendentemente, falariam de técnicas para evitar a caspa em cachorros.)


texto de Juan Pablo Villalobos para o blog da companhia das letras, com o título de "Romances que eu realmente não vou escrever". vocês não sabem como isso me fascinou.

http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/06/romances-que-eu-realmente-nao-vou-escrever-i/

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Um que eu amo muito e outro que acho foda 2

Continuando no mesmo tema, outro dia foi aniversário da minha mãe <3 e passou na tv.... Trabalho sujo, ou Sunshine Cleaning, um filme que amo muito muito muito. Quando vi que tava passando, comentei que gostava, e minha mãe se interessou por ele, pareceu gostar. Vocês não conhecem a minha mãe, mas isso foi uma coisa incrível, adorável; achei o milagre do aniversário. Ou um sinal divino. Ou um vocês vão entender por que.

E aí eu fico pensando porque eu gosto tanto desse filme. Hummm... oh why? why? well, i don't know. Por que tem duas das atrizes mais legais da atualidade? Maybe. Por que a Emily Blunt é incrível? Também. Na verdade, as personagens são incríveis. A história é sobre uma família problemática. Amy, a irmã mais velha, tem uns 30 anos e ganha a vida como diarista. Ela era uma cheerleader no colégio, e claro, uma adolescente linda, perfeita, que todas querem ser, mas agora é uma mãe solteira, amante do cara com quem namorava. Emily é a irmã mais nova, meio junkie; também não tem uma vida muito boa e parece que necessita sempre ser cuidada pela irmã mais velha. Elas tem problemas financeiros até que descobrem que podem ganhar um bom dinheiro limpando cenas do crime. Não sei vocês, mas eu acho esse emprego MUITO LEGAL. Óbvio que eu me desintegraria só de entrar num local assim, com resto de pessoas assassinadas, mas com elas duas fazendo fica simplesmente incrível. Eu as vejo como minhas heroínas vencendo tudo o que eu nunca serei capaz de vencer (bactérias malignas). Acho demais.

Cada personagem tem a sua importancia e uma história peculiar e legal. Esse filme conta uma história simples, nada está fora da realidade, embora nada seja comum. É bem dramático, mas super bonito e bem humorado. A mãe delas morreu, se matou. Isso obviamente as deixou muito sensíveis, assim como o pai, que criou duas meninas sozinho e até hoje tem dificuldade em conduzir essa família. E essa trama dá origem a lindas cenas como a de Emily em baixo do trem (ahn.. não é isso que você está pensando!) e a linda forma delas se comunicarem com quem já morreu. Enfim, só assistindo pra entender. Só estou tentando pontuar a riqueza do filme, mas acho que quero mesmo chamar atenção para as duas personagens centrais, que são mulheres fortes, interessantes e inspiradoras. A vida nem sempre nos torna criaturas bem-sucedidas, perfeitas, maravilhosas e exemplares, o que é sempre nosso sonho, mas isso não quer dizer nada. NADAAAA. A gente pode viver bem e ser foda mesmo assim! =)





Resumindo, esse filme eu amei, mas nessa semana vi outro que acho FODA. Chama-se L'apollonide - Os amores da casa de tolerância, e conta a história de um bordel parisiense no final do século XIX. Quando vi o filme fiquei muito perturbada, porque ele tem cenas fortes. Na verdade não é forte, afinal não tem nenhuma cena pesada em si, nem com sexo ou coisa do tipo. Só é um filme chocante. Mas no dia seguinte, eu estava sentindo algo estranho, falta de alguma coisa, quando percebi que... era do L'apollonide! É isso mesmo, olha que mágico!... O filme é relativamente longo, acho que quase 3, e não acontece muita coisa, só a vida, as noites, os amantes e as prostitutas, então no final das contas eu me senti parte da vida delas, como se tivesse passado um bom tempo com elas (e de fato passei). E elas são legais! Quando pensamos em prostitutas, pensamos em mulheres sensuais, fatais, atraentes, que amam sexo, etc. Mas, no filme, elas são apenas mulheres trabalhando, profissionais, que fazem o que é preciso. E quando se fala em prostitutas, pode-se falar em mulheres livres, que bebem, fumam, falam besteira e não precisam manter uma imagem, reputação, etc. Ahh, isso é tão legal... - Imagina que louco, ser livre...

Os homens vão lá por vários motivos: amam prostitutas, gastam o dinheiro da família, querem sexo, tem uma tara especial... o romance nem sempre está presente nesse mundo. É sério, elas tratam tudo com uma racionalidade incrível. E a minha parte preferida... Um dos clientes fica fazendo cafuné na cabeça das meninas e aí comenta como as cabeças são pequenas. Ele diz que leu um artigo científico que explica como as cabeças das prostitutas são menores e diz que vai emprestar esse artigo pra uma delas ler. E aí está uma das cenas mais lindas que já vi neste e em todos os outros filmes: a prostituta senta no chão e começa a ler o artigo, e chora tanto, mas tanto! Ela lê que a formação de seus crânios é diferente tal qual a de bandidos e ladrões, e o cérebro é afetado por isso e os leva àquela vida. Nessa hora, a tela é dividida em várias cenas delas, e a mulher que lê ocupa um dos quadros... Ela chora tanto, tanto (esse é um dos únicos momentos que alguma delas fica triste, chora, demonstra fraqueza), e a imagem, a música é tudo tão melancólico que eu me senti naquele lugar, naquela época e sofrendo como ela. Imagina você ser sozinha no mundo, estar presa numa parte da sociedade considerada inferior e ler um artigo, um ESTUDO, sobre como você é fisicamente anormal e destinado àquela vida? Oh god... isso é muito forte. O estudo, claro, é falso.
O filme mostra o fim da era dos bordéis, que eram legalizados, para a clandestinidade das prostitutas.
Era um bordel de luxo, bitches!
 
Minha favorita.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um que eu amo muito e outro que acho foda

Esses tempos estão muito feministas.
Bem quando me acontece uma coisa que me fez pensar.

Eu estava no ônibus, sentada na janela, lendo meu livro, quando ele para num ponto e eu percebo que um cara do lado de fora está me olhando, bem de perto. Óbvio que não desvio meu olhar do livro para um desconhecido me encarando, até que ele apoia a mão na janela. Isso, claro, me obrigada a olhar pra ele, por reflexo, já que não é nada comum alguém parar e se apoiar num ônibus que vai sair em segundos. Eu volto pro meu livro, e quando o ônibus dá a partida, o cara continua com a mão no vidro da janela e vai arrastando ela até não dar mais. Isso me deu um ódio!! Por coincidência, eu estava lendo Dead until dark bem na hora em que a Sookie conta que foi abusada por um tio quando era criança. Incrível, né? E isso me deixou puta de uma tal maneira, que eu me senti abusada. Porque, arghhh, quem o cara pensa que é pra invadir meu espaço desse jeito? Mesmo que eu tenha ignorado, ele se achou no direito de se fazer notado, porque não, quando você faz uma gracinha pra uma mulher, ela você não pode ser ignorado e sair como o babaca da história; ela tem que ver, ficar constrangida e aí, missão cumprida. Você é o machão! 

Aí eu percebi que as mulheres são tão inferiores, que homens assim se acham no direito de mexer, intervir, invadir o espaço. Obviamente ele não estava interessado em mim, em conseguir meu nº de telefone ou coisa do tipo, ele só queria reafirmar sua superioridade masculina e sexual. "É natural eu mexer com você porque sou homem."/"Obrigatoriamente te vejo como um objeto sexual porque você é mulher."

E aí eu percebi que invasões como o estupro, a violência e o desrespeito são só a ponta do iceberg. Se um idiota se acha no direito de falar uma gracinha pra uma mulher, por que motivos um idiota ainda maior não se acha no direito de transar, bater, trair, mandar, humilhar etc.

GENTE, EU TENHO O DIREITO DE NÃO OUVIR GRACINHA DE UM DESCONHECIDO QUANDO PASSO NA RUA!!!! Vocês percebem o quão selvagem isso é, mesmo que tenha caído na trivialidade?

Muita coisa tem que mudar ainda. Antes de sair por aí dizendo que não se deve fazer isso ou aquilo, todos devemos pensar lá lá lá láááá no fundo, no fundo pra ver se os valores também estão todos certinhos. Porque se você acha, no fundo, no fundo, que é mais certo um homem sair com várias mulheres do que o contrário, não adianta nada.

Mas, cá pra nós, eu queria muito muito muito falar ISSO, mas também sobre outra coisa que tem a ver, mas não muito. Não, na verdade tem TUDO A VER, SIM; mas a aborgadem é muito diferente - mais artístca! HAHA Então leia o próximo post. (não quero que esse fique muito grande e vocês me achem chata.) - Ah, e aí vocês vão entender o título do post ;)

domingo, 13 de maio de 2012

E estamos conversados.

Oi, gente. Tudo bem com vocês aí?
Comigo está tudo ótimo.
Hoje tive que vir ao meu best friend que não vejo todo dia.

Sabe, eu amo pessoas, seres humanos. Amo conversar com alguém, fazer alguém se sentir bem, conhecer melhor, saber como funciona a vida, a cabeça de uma pessoa etc. Porém eu não amo tanto alguém o bastante para aturar seu egocentrismo. Quando a conversa passa de curiosidade sobre sua vida para um monólogo sobre todas as coisas excepcionais que acontecem com você, e só com você, eu quero me matar ou te matar, não sei; quando você só sabe criticar, corrigir ou diminuir tudo o que eu falo, eu só quero parar e nunca mais voltar a conversar com você; quando você só tem comentários chatos, eu só quero rir da sua cara; e quando você não perde a oportunidade de fazer uma coisa que te deixa bem, mesmo que isso machuque alguém, eu fico muito muito muito triste.

O egocentrismo é o problema do mundo. E a gente não tem como acabar com ele porque "eles" são egocêñtricos demais para perceber que fazem isso.
Sempre acreditei que ser boazinha era uma maravilha, porque você faria amigos, muita gente ia gostar de você e nada ia te incomodar. Mas quando você disser "aaaahnnn, que legal" para o primeiro elogio que "eles" fizerem sobre si mesmos, eles vão te descobrir e serão a sua ruína.
E depois de acharem que são tão importantes a ponto de você obviamente querer ouvir sobre suas vidas, suas opiniões incontestáveis e suas sinceridades que ninguém perguntou, eles virarão as costas e sairão por aí falando sobre como você é "boazinha demais" e, por isso, obviamente, falsa demais, etc demais.

Arree... como vocês aguentam isso?

Se esse for o preço, eu não quero mais ser gentil. Eu só quero que vocês saiam de perto de mim porque não sou besta, babaca - não pra vocês -, e porque vocês são chatos. De agora em diante, eu só quero ouvir o que eu perguntar ou nem isso. Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador.

E se você for que nem eu, comece a falar palavrão, xingue eles e os tire de perto de você. NÓS PODEMOS.


Sejamos egocentricos!!! E não porque achamos de alguma forma o que vocês fazem legal, mas sim pra salvar o mundo!

E eu só não falo mais sobre meu ÓDIO por vocês, porque nesse mundo existe GENTE DE BEM, que fala por mim! haha!

ARNALDO FUCKING ANTUNES
Eu não acho mais graça nenhuma nesse ruído constanteque fazem as falas das pessoas falando, cochichando e reclamando, porque eles querem mesmo é reclamar,Como uma risada na minha orelha, ou como uma abelha, ou qualquer outra coisa pentelha,sobre as vidas alheias ou como elas são feias,ou como estão cheias de tanto esconderem segredosque todo mundo já sabe, ou se não sabe desconfia.Eu não vou mais ficar ouvindo distraído eles falarem deles e do que eles fariam se fosse com eles,e do que eles não fazem de jeito nenhum, como se interessasse a qualquer um.Eles são as pessoas, todas, todas as pessoas, fora os mudos.Se eles querem falar de mim, de nós, de nós dois,falem longe da minha janela por favor, se for para falar do meu amor.Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador.Campainha, telefone, secretária eletrônica eu não ouço nunca mais, pelo menos por enquanto.Quem quiser papo comigo tem que calar a boca enquanto eu fecho o bico.E estamos conversados.



(retirado do Vagalume, embora eu pudesse digitar cada sílaba com o ódio movendo meus dedos pelo teclado! muahauauhuhaahu)

sábado, 21 de abril de 2012

E quando o fim chegar, se debulhe em lágrimas.

Livro lindo. Lindo. Lindo. Lindo. (...)
E tudo o que eu quero fazer é chorar, chorar, chorar.
Ai, meu deuuuuus, por que esse ele me disse essas coisas todas?
Ah, os amantes... tão estúpidos dizendo "te amarei para sempre".
Não, ninguém aqui amara para sempre, aaaaaaaaaaaaah, tratem de enxergar.
Todos vamos morrer e, conosco, nosso amor. Isso é lindo? Não sei. É triste? É. E como pode um final não ser feliz? Não faz sentido. Mas é.
E quando isso acontecer, as lágrimas vão te ajudar a lembrar o que foi bom.
Mas não precisa se preocupar porque o amor não vai acabar - não antes de você.
Como disse Daniel Johns (e eu sabia que um dia iria entender): "things that end never truly begin" - mesmo se isso estiver fora de contexto.
Só vai existir um amor, que não vai acabar... há, olha aí de novo, vai acabar!! Aí é que está.
Não ame pra sempre, ame pra agora. E, como o livro, quando acabar, chore :(((((((








quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Títulos legais

Uolá!
Quanto tempo sem postar aqui. Mas não é por falta de gosto, de vontade, ou de ter o que falar (talvez)... mas sim por preguiça!
Tenho lido alguns livros muito bons e sido muito feliz, minha gente!
E estou preparando um post muito legal (só pra animar vocês).

Então, tem coisa mais útil do que um blog para falar sobre um livro bacana que ninguém conhece?
Como o último post disse, o melhor livro que li ano passado foi logo o primeiro. E parece que essa "maldição" tende a se repetir over and over and over again (imaginem a voz fofa da Zooey Deschanel falando essa parte em inglês).

Comecei o ano lendo um livro muuuuuuuuuuuito bacana. Mas tão bacana que eu não sei como dizer. Mentira, sei sim: pelo título.




Acabo de provar pra vocês que esse título é muito bom, né? Não preciso dizer mais nada, esse longo título já diz muito.
Ele é de uma editora que eu nunca ouvi falar: Relume Dumara. Mas dentro do livro descobri que pertence à Ediouro Publicações. Nunca vi resenha, publicidade e nada sobre! Descobri de forma angelical, predestinada, numa queima de estoque da Saraiva Online; o livro estava por R$ 9,90. 

Muitas coisas influenciam a decisão de comprar um livro. O autor, a capa, pros mais mão-de-vaca o preço... e o título! Em tempos de nome-de-livros-com-uma-palavra-só, foi essa coisa de "O Escritos partido em dois não sei o que", que até hoje eu não consegui decorar, que me fez comprar o livro na mesma hora.
Primeiro porque ele é muito criativo, segundo porque é a história de um editor, terceiro porque tem "robôs" no meio. (Querem me conquistar? Aprenderam as três palavras-chaves, hein?)

Isso pra mim é uma mensagem. Escritores: sejam criativos! Pensem, deem significado pra porra toda que vocês escreverem. Não se deve escrever um "-Olá" sem motivo. E isso não serve só pra escritores, mas para qualquer um de nós. Se quando fossemos salvar uma foto no computador, criar uma pasta ou legendar uma foto no Facebook, fossemos mais criativos do que "Marcela.1"/"Informações1"/"Eu", o mundo seria um lugar bem mais inteligente.

E serve também para músicos como a Adele que colocam o nome do disco com a sua idade. Hehehe... ok, isso foi uma crítica gratuíta. Estou brincando, não conheço Adele, imagino que o nome do disco seja uma forma de dizer "faço muito sucesso e ganho muito dinheiro mesmo tendo a mesma idade que você". É claro que eu poderia ter criticado She & Him, que titula seus álbuns como "Volume One" e "Volume Two", mas tomem tenência, quando em sã consciência eu vou criticá-los?

Mas quanto a história, ela não deixa a desejar. É sobre um editor, Rámon, que se vê bem no meio do furacão de mudanças, digamos, muito significativas, do mercado editorial. A história se passa na Espanha, e a primeira coisa legal, do ponto de vista de uma aspirante a editora, é ver como é diferente a Editora em que Rámon trabalha. Ela é um grande grupo Empresarial que cuida de outras mídias como tv, música, etc... A parte editorial é, claro, o segmento mais fraco, e os responsáveis planejam tomar medidas extremas para transformá-lo no ponto forte do negócio. Essa pra mim é a genialidade do enredo, embora não do livro como um todo; a leitura é incrível - tanto quanto o título - por muitos outros motivos.

A Editora onde Rámon trabalha é uma das grandes que dominam o mercado e engolem as pequenas que tentam sobreviver. Mas o pobre editor é apenas um subordinado que vai sendo levado pelo ritmo louco da trama. Ele é convidado a participar de um Congresso, onde vai compreender (e a gente também) melhor o rumo desse mercado editorial, e apresentar seu autor aos novos meios de produção da Editora. Muito louco. Além de tudo, muito divertido de ler... o Congresso é o máximo. Mas aí, toda a confusão começa, e as loucuras só aumentam.

Rámon é a pessoa mais engraçada e carismática da Literatura. Prefiro não falar sobre sua peculiar personalidade, mas ela é muito bem desenvolvida e torna tudo muito legal. Eu não conheço esse autor, mas ele criou uma trama muito boa, crítica e ao mesmo tempo com muito humor. E além do clima ficção científica, tem um suspense policial também.

O livro é uma mistura de 1984, Poderoso Chefão, Superman e uma pitada de Douglas Adams (não tão engraçado, mas isso já quer dizer muito engraçado). É, nesse nível! E na minha opinião, a maior crítica é sobre a indústria cultural, que engloba a Literatura mesmo que não seja tão evidente quanto na indústria cinematográfica e musical. 

E a melhor forma de protestar foi nos dando boa leitura! Por isso, LEIAM!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O melhor do ano

É Natal, é fim de ano e todo mundo só sabe fazer TOP homenageando os melhores tudo do ano.

Escrotinhos vocês, hein?

Bom, também o farei!
Quero dizer que na primeira hora do ano eu vi A Fantástica Fábrica de Chocolate e, mais tarde, Scott Pilgrim contra o mundo. Esse ano promete, hein?
Mas, como sou uma pessoa das letras (MUAHAHAUA) meu top será sobre livros. Mas, para o bem ou para o mal, meu TOP terá apenas UM livro.

WOW, chegou o momento em que posso falar falar falar chorar gritar e bancar a lhouca por ELE!

...

Pode parecer triste... sabem, meus leitores, mas o MELHOR livro que li neste ano foi simplesmente o que li na PRIMEIRA SEMANA DO ANO - do ano 2011. O quão triste isso é? Passei os próximos 12 meses, 8340982 dias lendo livros menos melhores do que ele...

Na verdade, não é nem um pouco triste porque eu li livros muito bons... DIANA WYNNE JONES, TEERRYY PRRAATCHHETT, Neil Gaiman, Conan Doyle (sou pedante e só cito os bons da parada, mas também teve muita coisa trash com direito a fila de autógrafos na Bienal :P)... mas nenhum dos títulos (apesar de muito bons) merecem estar no mesmo TOP que o dito cujo.

Querem saber qual é?

~~~~~~~~~~O Pacto!

As capas(e títulos) da Sextante podem ser as mais bregas, mas eu vou amar esta aqui por toda a minha existência :)


do iniciante Joe Hill, galera!

Esse foi um puta culto. Será que estou exagerando? Que eu me lembre não.
Esse livro foi simplesmente DO CARALH&@*. LINDO. FASCINANTE.
E olha que nem o possuo. Peguei emprestado com a proposta de filho do Stephen King (absolutamente NADA contra, respeito muito, mas não ligo - não me levem a mal), e meu amigo, o dono, Társio, maluquinho, me apresentou com a seguinte recomendação "Ao meu ver é uma resposta a esses romances sobrenaturais adolescentes". E, pra mim, absolutamente não é.

Vou me controlar e falar direito: O Pacto - Horns, no original... faz muito mais sentido - é a história de um cara que acorda, depois de uma noite no fundo do poço, com chifres! Ele se tornou um demônio. Um pouco antes disso (acho que um ano, não lembro), sua namorada foi brutalmente assassinada e, apesar de não haver nenhuma prova, todos acham que ele é o culpado. Agora ele vive longe dos pais, morando com uma menina qualquer; o irmão e o melhor amigo se afastaram e a relação dele com a vida mudou, afinal, ele perdeu seu grande amor, sua primeira e única namorada, com quem esteve junto por 10 anos. Só que agora, como demônio, ele ganhou um certo poder - NÃO, NÃO, NÃO É RUIM - de despertar a verdade da boca das pessoas - verdades que ele preferia nunca ouvir. Diante dos chifres, as pessoas não se assustam, mas sim, estranhamente, começam a confessar seus pecados, seu sentimentos mais secretos, sem nenhum pudor. Esse toque sobrenatural é responsável pelo ponto crucial da história: o demônio interno de cada um. A partir daí, e da relação misticismo x realidade crua, Joe Hill constrói a moral de sua linda e profunda fábula sobre a vida, o amor e o ser humano - que é subestimada sob o rótulo "terror".

Deixando a emoção e histeria que esse livro me causou falar mais alto, só assim conseguirei expressar o que essa leitura foi pra mim: Esse livro não existe!!! É lindo. É basicamente o romance mais lindo - MAIS LINDO - que eu já li. Ele fala sobre a realidade da vida e, paradoxalmente, sobre o misticismo por trás disso. Através dessa situação absurda de ser humano virando capeta, ele retrata a mais verdadeira essência do ser, da vida e do amor. Sim, a vida é/pode ser uma merda e ninguém tem poder nenhum sobre isso, nem mesmo Deus ou o Demônio. Mas nisso tudo, tem o amor, que é a única espécie de poder real que nós temos. Isso pode soar muito romântico, mas estou falando SÉRIO! É lindo, sim. Mas não é romântico de um jeito óbvio. Estou tentando falar sobre amor, mas não ser romântica. ENTENDERAM? Vou tentar de outra maneira: não subestimem o poder do amor com romantismo :P!!

Bom, de qualquer forma, ler isso é um puta spoiler, desculpem!

É uma droga ficar pensando - e ouvindo todo mundo falar... - "a vida é uma merda"/"a vida é uma merda"/"a vida é uma merda". Sabe, pode até ser, mas eu ainda não sei disso, a minha vida ainda não é uma merda, me deixem, por favor? (nesse sentido, what wonderful world ainda faz a minha personalidade, ok?). Mas, esse livro me fez acreditar no amor!!!!!!!!!!! Isso soou muito brega, mas não É. É sério. Se vocês acreditam no amor por livre espontânea vontade, por causa da novela, do Titanic ou por qualquer outro motivo, vocês estão errados... desacreditem! Leiam o livro e só então podem acreditar.

{Eu tenho problema com romantismo.... acho muito cafona}

[Er... provavelmente meu post é pura balela, não faz sentido e é provável que alguém que já tenha lido esteja pensando "do que é que você tá falando????????" - meu namorado tbm leu e sempre que começo a falar desse mesmo jeito pra ele, ele respira fundo e revira os olhos -... mas acho que esse livro me deixou louca, então... levem a sério se quiser hahaha - de qualquer forma, foi uma bela dica e depois dessa dúvido vocês não irem correndo comprá-lo. ARQUEIRO, ME PAGA UM MILHÃO!]

Desejo mais leituras como essa para 2012! E pode ser na primeira semana logo!

Aliás, pra vocês também!

maluco, tu é manero!

ATUALIZAÇÃO CHEIA DE AMOR.

gente, GENTE, logo depois desse post lindo, eu me deparo com essa foto nesse tumblr lindo demais também.

Valeu, destino. <3
Ai, me derreti de amoures! :)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eu odeio dia 15 de Julho!

A inspiração Anne Hathaway começa pelo fim: Um dia!
E começa mal...

Quando esse livro surgiu, eu achei que fosse um romance cool, com um quê de "atual" e aquele charme retrô (anos 90... iei). Mas é como se fosse tudo isso + o Nicholas Sparks. Muahaha, brincadeira, isso só se o Luciano Huck resolvesse escrever um livro.

Mas não é nada disso! Um dia não é nada, só um bando de coisas desconexas e sem importância acontecendo. 
Tem um casal, mas na metade do livro você ainda se pergunta se essa é uma história de romance mesmo, ou se ele inaugura um novo estilo literário chamado "amizade". É uma sessão de desencontros entre um playboy babaca e uma menina super legal e sofredora, que são melhores amigos - a menina, claro, apaixonada por ele desde sempre. E parece que eles se gostam, mas não mais, e depois quase se gostam de novo e tal e um monte de coisa deprimente vai acontecendo. Ok, é um retrato da juventude frustrada que só se fode. Mas isso não é bem conectado à história. Fica muito tempo acontecendo várias coisas que, na verdade, são a mesma, só pra mostrar como a juventude pode se foder de duas formas: declaradamente (e com orgulho) ou disfarçadamente (e sem orgulho).

O livro é longo e cheio de pequeninos detalhes que só acontecem pra te fazer ler 5 páginas a mais, mas não fazem diferença! No final, nenhuma deles vai ser mencionado para deixar a coisa romântica. E você vai dizer que o autor fugiu de clichê. Mas os clichês estão na filosofia!!!!!!

Acontece uma série de coisas que dão o ar verossímil e dão margem para as lições de moral que todo livro deve ter, certo? Mas as coisas não tem importância na história, e certas vezes nem continuidade, parece que o autor só joga todas essas "lições" no meio da história, perdidas. É como uma grande reunião de comunidades filósficas do orkut: Carpe diem!; Não trate como prioridade quem te trata como opção; A vida ensina; Não deixe pra amanhã o que você poder fazer hoje; Antes só do que mal acompanhado. Tudo isso serve pra porra do Um dia.

Sem contar que, se eles esteve evitando clichês ao longo da história, no final ele usa todos os mais piegas! E se tem algo de bom, é no capítulo onde a big thnig acontece, cara, tem um clímax ali!!!!!!! Fiquei nervosa. Mas não triste, não venha me dizer que aquilo é triste.
O final é só mais uma coisa perdida na história.
É dramático, mas não forte, nem emocionante. E principalmente, não quer dizer nada. fiquei mais comovida pela curiosidade do que pela tristeza.

Aliás, acho que é isso: Um dia não diz a que veio. Que história ele quer passar? Todas as comunidades de orkut juntas?
Você que gostou muito pode até dizer: "mas é pra você ver que a vida é assim, quando se menos espera, bang."
Desculpa, David, mas isso já não é novidade para nenhum ser humano. Eu já sei que todos podem morrer a qualquer momento. O Meu primeiro amor ensinou isso antes e de forma mais comovente que você.

É claro que a Emma é MUITO LEGAL. Mas cá pra nós, QUEM NÃO É LEGAL sendo: jovem, alternativa, engajada, diferente de todas as piriguetes, inteligente, cult, que ama de ler e escrever? AH VAI! Porra, quem não seria legal desse jeito? A TAMMY GRETCHEN SERIA! E o Dexter é um babaca, puta que pariu. Odeio gente assim, que está fazendo merda, percebe que está fazendo merda, se sente mal por estar fazendo merda, MAS CONTINUA FAZENDO MERDA. E no final ele volta regenerado HAHAHA.

A NARRATIVA... "OH, ele só vai narrar um dia"... grandes bosta! Isso não trouxe nada de interessante à história, a não ser o fato de nos poupar dos outros 364 dias dos 20 anos (nossa, isso daria muitos dias!). Mas o Davi não usou isso de forma criativa, a cada ano que se passava, praticamente nada acontecia, de forma que não foi nenhum desafio resumir tudo em um dia.

Enfim, não não não gostei.
Isso é o que você consegue por comprar um livro pela capa :P

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O filme é diferentemente péssimo. Nossa, que correria. Que porra é aquela deles entrarem em casa, começarem a se pegar e no mesmo minuto já estarem conversando: "e aí, vamos mudar o mundo?"
Eu gostaria de saber como é assistir àquilo (e entender) sem ter lido o livro. Ele usa quase as mesmas falas do livro e isso às vezes irrita. Parece que foi só pra passar o livro pro cinema com menos informações (tipo, "gostou? quer saber mais? você pode achar a história completa aqui" e não é disso que deve se tratar uma adaptação cinematográfica, na maioria das vezes.)

A Anne se destaca pouco, e pra mim estava meio deslocada do cenário inglês. É todo mundo muito inglês, como o Jim Sturguess (OMG) e ela tem jeitinho e carinha (e sotaquezinho) de americana, né? Além da aparência feia demais (tá, eu sei era o papel...) e tal... mas o Jim, nossa, quando ele ficou tão legal? Vocês repararam como ele é alto e magro? Que divertido, e com figurino anos 80~90, então...

Os dois jovens e bonitinhos own cuti cuti

uma das coisas que me fez ver/ler: foto linda

Anne bonita

Anne brega/Jim com um charme brega

Jim charmosíssimo com esse visual anos 90!



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não sei o que falar

Oi, gente.

Estou de mal com o mundo, então, vim postar.

Tudo começou quando eu fui dormir 18:30 de hoje, ouvindo um disco muito bacana que um amigo indicou. O disco é foda. Tudo bem que ouvir música dormindo é foda porque você não escuta nada, mas com certeza entrou no meu subconsciente.


Mas aí dormi e agora estou sem sono, sem animo, sem amor.

Em retrospectiva, vi a série de terror nova da FOX, mas na verdade quase não vi nada porque estava muito empolgada procurando acessórios STEAMPUNK no ETSY. Achei vários, só estou em dúvida ainda. hahaha Mas certamente essa será minha nova estética! Isso porque estou lendo um livro chamado Mortal Engines, da Novo Século, que é puro steampunk e muito maneiro, mas tem uns erros MUITO feios de edição que tiraram um pouco a minha animação. E eu parei de lê-lo momentaneamente. Na verdade também estou com muitos trabalhos para a faculdade (AI UNIVERSITÁRIO DEVE SER UMA COISA CHATA, NÉ, SEMPRE O MESMO PAPO), e aí fico me sentindo mal de ler uma coisa quando deveria estar lendo outra coisa e acabo não lendo nada e sofrendo de tédio. Vi 2 broke girls que finalmente teve um episódio legal. Gostei muito. Acho que todo começo de série é meio chato, né? Ah, não posso esquecer de dizer que antes disso me recusei a assistir Walking Dead. Hehe

Também vi um filme legal: Beleza Americana. Um filme belo, inteligente, divertido e engraçado. Roteiro foda que levanta tantas questões sociais que não dá para mensurar. Às vezes eu acho que consigo viver fora dos "padrões" e das neuras sociais tanto quanto eu desejo, vendo todo mundo por cima e analisando as falhas alheias, e fico satisfeita, mas é provável que eu esteja só sendo patética e medíocre. [Bom, talvez isso faça alguém rir da minha cara, mas sei lá, né...] O negócio é que se um dia eu escrevesse alguma história ou roteiro eu queria que fosse algo assim: uma trama costurada e muito conteúdo por trás de tudo.

E lá encontro a famosa garotinha do filme do macaco ladrão da minha infância querida que os anos não trazem mais. Ela também fez Mundo Cão (com a Scarlett), que vi recentemente. Dormi. Ah, no Beleza Americana, eu não dormi, e tipo, eu durmo em filmes bons, mas o fato deu não ter dormido prova que o filme foi mais do que o comum de bom. Mas isso me lembra que eu quero muito ler a nova HQ que saiu, Mundo Fantasma, que deu origem ao filme Mundo Cão.


É a história de duas amigas, uma mais legal que gosta de artes, etc...

E eu quero muito de ler porque essas histórias de menininhas alternativinhas e independentes fazem eu me sentir poderosa.

Fiquei muito irritada porque decidi comprar um livro do Jorge Luís Borges.

E bom, isso foi tudo que eu pensei hoje. A última coisa foi que decidi fazer uma maratona Anne Hathaway. Eu sou idiota, mas vou fazer. Porque, sabe, um dia ela vai morrer e certamente vai se tornar um ídolo, tal qual Audrey Hepburn, que a gente não para de idolatrar por aí. Então, por que não fazer isso enquanto ela está viva, linda, na flor da idade, PRESTES A SER A MULHER GATO AI MEU DEUS.

E eu adoro ela, tanto que aprendi a escrever seu nome difícil pacas, sem copiar do google! Então, assistirei a todos os seus filmes que ainda não assisti e vou comentando aqui. O último, claro, em Dezembro: Um dia, que também é um livro. Eu já estava, claro, tentada a comprar o livro, quando saiu, mas resolvi não comprar por motivos como... mais um bestseller (nada compra, mas isso faz com que eu não tenha pressa para lê-lo) e nada de mais. Até que o "nada" virou Anne Hathaway fazendo o filme: minha decisão já mudou. Até que eles me aparecem com isso aqui:


Não é só por causa da Anne e desse inglês fofo do Across the universe cujo nome eu não sei, mas a capa está mesmo linda.

Motivos suficientes, me convenceram, comprei na primeira vez que vi vendendo. Agora vou lê-lo antes de ver o filme e ele entra na sessão de posts sobre ela, combinado?

E isso, sim, foi tudo o que eu pensei hoje.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Post rápido e urgente!

Oi, gente!
Esse é um post rápido e urgente, como diz o título.

Gostaria de pedir um favorzinho pra vocês, mas esse é um favor divertido, e ainda vale um prêmio no final.
Meninas que gostam de ler: respondam esse questionário, é rapidinho e divertido. E as 100 primeiras concorrem a um livro Elixir, da Hilary Duff!!!! =)
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dE9OUG5rTHJyM0twS05XVkdKM1h3ZWc6MQ

E, se puderem ajudar mais ainda, indiquem esse aqui para os papais ;D
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGZRNDNGTHM4M28zc3Q5RjdBSzJDOUE6MQ

MUITO OBRIGADA! =)

domingo, 30 de outubro de 2011

Insignificância produtiva

Só há uma coisa menos produtiva do que dia de semana: fim de semana. E só há uma coisa menos produtiva do que fim de semana: eu!

Não quero entrar nessa de criticar a rotina, porque ah, como eu adoro essa bruxa. Nada como se preparar para a aula chata de terça, esperar pela mesma lanchonete da quarta e benvinda sexta-feira! Mas, fazendo uma análise de fatos: a faculdade não me permite ler, o estágio não me permite estudar, a internet suga a minha concentração e a minha preguiça reina sobre todo o resto, me faz prisioneira e ainda me cria uma síndrome de estolcomo. Aí chega o fim de semana, os dois dias em que obrigatoriamente vou fazer o que não fiz durante a semana: dormir, namorar, leitura por prazer, leitura para as aulas, trabalhos e filmes [reparem que eu não inclui festa, social, sair com amigos, porque aí é querer demais]! Tudo isso, obrigatoriamente. Mas é claro que só o que acontece é nada e você acaba desobedecendo o seu professor universitário interior com suas tarefas para seu próprio fim de semana, se sentindo mais inútil e feliz do que a Paris Hilton. Dois dias deitada na cama! Hm, que prazer terrível, que culpa deliciosa!

Mas se tem uma coisa que eu/você e todo mundo, dependendo do meu grau de entendimento de ser humano, adora é falhar em missões chatas. Não é sofrimento algum fechar o Word e abrir o facebook mesmo sabendo que você corre o risco de entregar uma bosta de trabalho, ou de passar a noite em claro terminando-o. Esse é o momento feliz de digitar o trabalho no Word de um computador com internet. Não é sofrimento fechar o livro, virar pro lado e dormir. Não é sofrimento decidir ainda dormindo que não vai levantar e vai, sim, faltar seu compromisso chato.

Isso tudo é muito legal, o chato mesmo é quando você deixa de fazer as suas coisas legais. E aqui chegamos ao meu caso. Estou de saco cheio de ler! Que ninguém me ouça falar isso, mas estou sem saco. Acho que li um livro inteiro esse mês e blargh, falta-me vontade. Nem lembro, (para pra pensar....) não lembro mesmo quando foi a última vez que fui ao cinema. Mas tudo o que eu quero fazer é sentar, deitar, rolar na cama e esperar essa fase chata passar. Não me entendam mal, não estou deprimida nem nada... só estou sem saco. Pensem comigo e vejam se não faz sentido: estou cheia de livros legais para ler... por que não esperar uma fase em que eu possa me deitar, num dia azul, em uma praia limpa, bonita e deserta, e lê-los o dia inteiro, tranquilamente?

Estou há um tempo sem postar. Acho que porque li o blog do meu professor, que diga-se de passagem escreve para a Brravo, sabe tudo de livros bons, critica todas as minhas humildes sinopses de livros já lidos e relidos e escreve tão bem que eu nem consigo entendê-lo. Li o blog dele e ainda penso que tenho um blog, e que falo sobre lite...ra...tura... AI, não quero nunca mais aparecer!
Mentirinha, porque eu não sou assim. He he, tenho consciência da minha insignificancia e estou ok com ela. Tudo bem eu não escrever uma linha, tudo bem eu não ganhar dinheiro, tudo bem não ter sucesso copiando um fucking corte de cabelo da Zooey Deschanel. O chato mesmo é ser medíocre num troço ""fácil"" como ler. Sabe como resolvo isso? Com a coisa que mais gosto de fazer, não me enjoa nunca e não ajuda em nada: comprar livros... quer dizer, estou sem dinheiro... procurar livros para futuramente comprá-los. Acabei de conseguir uma penca de séries e filmes (não posso dizer como, pois é ilegal) que futuramente vou ver. Ahn, essa é a minha solução de vida: me entupir de coisas que não consigo fazer. IUPI.

Mas, enfim, esse post foi meio sem propósito. A não ser para concluir que você não é obrigado a ler o tempo todo, só porque você supostamente gosta de ler. Mas como esse conceito já está entranhado em mim, é difícil me convencer do contrário. Mas eu vou ler quando quiser, e não venham me pressionar. Porque ler não é uma obrigação, ou uma competição, vocês me entendem? Vou usar isso na minha tese (ahhn, do jeito que andam as cosas bem futuramente! Por enquanto acho que pode servir para um mísero trabalhinho mesmo). 

A não ser também para homenagear um cara, que talvez seja meu mentor de reclamações de insignificância produtiva. Ele tanto reclama, mas FEZ ESSA MÚSICA um dia desses e eu queria que todos os que visitam meu blog vissem e gostassem.
Quer dizer, eu não consigo nem conceber capturar os sonsinhos perdido no espaço e juntá-los numa sequência, dando origem a alguma coisa que a gente realmente consegue escutar e alguém ainda chama isso de marasmo. Hehe. Cada um com a insignificância que merece, né?



Ou, em outras palavras: Porran... se isso é tá na pior... que que quer dizer tá bem, então??? (só pra esse post não ficar pouco feminino demais)

domingo, 9 de outubro de 2011

Jane Austen vovó

YEAH!

Gostaria de comemorar muito! Porque uma grande coisa na minha vida está prestes a começar!! A partir de amanhã serei a nova estagiária da BestSeller e isso me faz tão feliz quanto se é possível estar. Finalmente no mercado editorial! YEAAAAH!

Então, vou fazer um post! Porque pode ser que, a partir de agora, eu não tenha tanto tempo e porque tenho uma coisa legal para falar.

O tema de hoje é Jane Austen... e algumas outras coisas!
Ela rende muito assunto, assim como Brigdet Jones. Mas hoje, elas estarão juntas.

Estava o lendo clássico Chick litício O diário de Bridget Jones e BANG! EUREKA! Me caiu uma ficha milionária! Eu percebi uma coisa tão legal, tão interessante e tão óbvia que não sei se todo mundo já sabe. Nem dei uma googleada porque fiquei com medo de todos já terem falado sobre isso.

Então, vou fingir que sou original, gênia e coisa e tal. Vamos à minha tese.

É verdade universalmente reconhecida que Jane Austen influenciou muito toda a literatura, principalmente a feminina. E não só porque todas as meninas amam, não só porque que suas obras são referência para leitoras e autoras mulheres. Orgulho e Preconceito tem mais poder sobre O diário de Bridget Jones do que imaginamos!!

A autora que deu origem aos livros Chick Lit, literatura de mulherzinha, e chamem como quiser, Helen Fielding, faz referências bem claras à obra de 1813: Bridget comenta sobre o clássico e sua adaptação televisiva, e, claro, o nome do personagem Mark Darcy (amor de todas nós). Mas a influência vai muito além disso. Eu arrisco dizer que toda a história de Bridget é nada mais que uma adaptação contemporânea da de Elizabeth Bennet. É claro que as protagonistas são bem diferentes e o formato, também. Fielding escreveu seu romance na moderna forma de diário (contemporânea, mas não tão legal). O diário de Bridget é, portanto, uma releitura, uma homenagem, mas não uma cópia.

Mas, então, quando chegamos ao prezado Mark Darcy, nos damos conta: ele é o mesmo personagem de Jane Austen! Atente para a revelação: Mr Darcy = Mark Darcy e melhor ainda = AMBOS SÃO COLIN FIRTH! É MUITO AMOR PARA POUCOS LIVROS! S2

Foi óbvio? Mas deixem-me continuar.

Bom, eles são absolutamente o mesmo. Se alguém souber alguma diferença, pode falar! Ambos mantém uma relação de implicância com as mocinhas. Mas no final, ambos se revelam a coisa mais perfeita, cavalheiresca e apaixonante do mundo! Apesar do "antipatismo" mais atraente da literatura, os Darcys estão sempre presentes para as moças (Já repararam o quanto isso é perfeito? Quem nunca esteve in love e passeando no shopping, na loja de cama e cozinha, com a mãe, e se pegou imaginando: aaaaaainn... imagina se "ele" aparece por aqui...... Bem, com as sortudas, Bridget e Elizabeth, isso acontece mesmo!). E quando tudo dá errado, eles estão lá. Quando a irmã de Elizabeth e a mãe de Bridget se metem em encrenca, eles que resolvem.

E ainda... em Orgulho e Preconceito, o outro pretendente da mocinha, concorrente de Darcy, foi quem ferrou com a vida dele no passado, fugindo com sua irmã. Lembram? Assim como, Daniel Cleaver, a perdição de Bridget, tem um caso com a esposa de Mark. É perfeito.

E pra completar e matar a leitora/espectadora melodramática de tanto amor, eles colocam o princípe encantando inglês em forma de homem nas duas adaptações. Quando eu li Orgulho e Preconceito tudo o que eu pensava era: *COLIN FIRTH! COLIN FIRTH! COLIN FIRTH!* Mas eu nunca tinha visto o filme e nem sabia da existência da série. Depois eu descobri que o filme não é com ele e foi uma decepção total. Depois eu descobri que tinha uma série que era com ele e ficou quase tudo bem. Depois eu descobri que a Bridget cita o próprio ator no livro e, então, chamaram ele para fazer o filme e ele também fez a série e TUDO FEZ SENTIDO, num eterno loop de Colin Firth! Ai, que catarse!





Voltando à minha tese, se Helen Fielding, com O Diário de Bridget Jones, é a mãe da Chick Lit, e Orgulho e Preconceito foi o grande embrião de sua obra, Jane Austen é a AVÓ!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Restrições Literárias

Antes de tudo:
Tá achando o blog feio? Sem graça? Não aguenta mais olhar pra essa mesmice? Está lhe dando náuseas?
À mim, também. Por favor, se ofereça para fazer um novo layout. HELP ME. To aprisionada. Não aguento mais!

Acho que um mal/um bem que aflige a população viciada/que gosta de ler é querer ler tudo o que vê pela frente.

Elogiado pela crítica? Quero ler.
Elogiado por seu professor ultra mega intelectual conceituado das Letras? Quero ler.
Resenhado num blog? Quero ler.
Seus amigos inteligentes citam fingindo que lêem? Quero ler.
Tem a capa bonita? Quero ler.
Concorrente do Crepúsculo? Quero ler.
Tem cem páginas? Quero ler.
Lançamento? Quero ler.
Super promoção de R$ 9,90 no Submarino? Quero ler.

Eu sou assim. Não posso evitar querer ler tudo o que vejo pela frente e acabo lendo muita porcaria. Mas podem confiar em mim, porque tenho bom gosto, juro.

O fato é que tenho meus pontos fracos. Livros que eu olho, olho de novo, leio sobre, vejo promoção e não tchum!!! Aquele foguinho dentro de mim nem faísca.
Não, eu absolutamente não tenho preconceitos. Apenas "restrições".

Este é um post-confissão, e também um pedido: DESPERTEM MINHA VONTADE!

Vamos lá, então. 

Eu não tenho vontade de ler

Ágatha Christie
Me perdoeeem! Eu quero mudar!
Eu sei que ela é a RAINHA do crime, mas eu nunca li, e nunca tenho vontade de ler. Eu sempre me obrigo a olhar a variedade de títulos dos livrinhos pequenininhos e baratinhos da L&PM Pocket. Vejo, vejo, vejo... e cadê vontade? Eu me sinto maaaaaaaal! É muito triste! Mas eu tenho uma justificativa (não)... eu não gosto de romance policial. (COISA CHATA, ufa desabafei)
Eu me sinto problemática. Ouço pessoas comentando suas leituras policiais: "Eu não conseguia largar o livro", "To louco de curiosidade", enquanto eu penso comigo mesma: "Não, não quero saber quem matou seu amante", "Desculpa, eu poderia ler até o final, mas é que não me importo!", "Eu poderia fechar o livro right now e não faria nem um pouquinho de diferença" - Eu já fiz isso.
Mas eu planejo romper essa barreira dentro de mim. O escolhido foi:
Não me perguntem porque. Não perguntem quando. Mas um dia vou ler.
Quer dizer, se for o livro errado, ME DIGAM. Se houver um mais apropriado, ME INCENTIVEM. Eu me sinto em falta com a Literatura Feminina!

Marthinha Medeiros
Hm, bom, eu odeio Martha Medeiros.
Posso estar errada. Minha única relação com ela foi numa crônica de jornal e no seriado e filme Divã - mas quase não vi também.
Me desculpem, mas na minha opinião, ela é uma pseudo-intelectual/pseudo-feminista. Eu gosto de Chick-lit, mas o que ela faz é um Chick-lit com lição de moral no fim, para: mulheres maduras, modernas E inteligente; que não se permitem serem só erradas, engraçadas ou escrachadas. Não presta. Leia Chick-lit para se divertir e não para tirar daí uns minutos de sabedoria de Ana Maria Braga. Vocês podem mais.
Rival maravilhosa: CLAUDIA TAJES.

O homem que não amava as mulheres
Poxa, sabe. TODO fucking mundo que eu ouço falar desse livro, fala bem. Mais que isso, fala: "É incrível, sensacional, não consigo parar de ler". Esse "não consigo parar de ler" é crucial porque se TODO mundo diz isso, meu irmão, alguma coisa tem. Mas eu sou tão tentada a não ler. Não quero, a não ser por essas pessoas todas. Pensando bem, eu vou ler. O que vocês acham? Na verdade, eu desejava (como os livros acima) lê-lo, até que uma amiga disse a palavra mágica: "policial" e fiuuun (a chama apagando). Desisti na hora. Mas enfim, não sei o que faço. Talvez eu leia.

O Diário de Anne Frank
Nããããooo! Mas que coisa, não quero ler esse livro. Eu sei que todo mundo já leu, é bom, mas não quero, não, obrigada. Primeiro porque eu não quero ler histórias de nazismo, especialmente diários reais. Me chamem de alienada, digam que eu moro num mundo de fantasias. Mas gente, ler sofrimento, tristeza e cenas fortes é ruim demais! Quer dizer, às vezes vai, funciona, é bonito. Mas, na maioria das vezes, eu prefiro não ler. Eu gosto de fantasia, minha gente!... Bom, e segundo, só porque eu não tenho vontade mesmo.

O Diário da Princesa
Eu tenho vontade de ler Meg Cabot, embora não O Diário da Princesa. O motivo é simplês: quando eu era criança, eu descobri várias coisinhas legais, tipo Harry Potter e uma série de livros, desenho animados e filmes que fizeram parte da minha infância. Esse livro era dessa época, mas eu não o descobri!! Eu não sabia de sua existência até ser grande demais para ele. E agora passou minha época, então, não vou mais lê-lo (criança traumatizada, emburrada, fazendo pirraça). Provalvemente, se o tivesse lido, agora eu seria uma fã da Meg, mas nunca li! Então, vou ler um dela para adultos e ponto. 
PS: Sou fã da Anne Hathaway, que fez o filme - e vi o filme.

Ufa!!! Desabafei! Não contem pra ninguém. Não me julguem... Se eu estiver perdendo alguma coisa, ME AVISEM CORRENDO, por favor. E se quiserem falar sobre suas restrições literárias, também, compartilhem comigo! E vamos difundir esse novo termo, cunhado pela primeira vez POR MIM.




terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ronco de Homem

Por que as pessoas ficaram tão reclamonas?
Acho que é algo que vem da escola, onde aprendemos que tudo que fazemos provavelmente está errado, e vamos levar esporro por isso! "Não pode sair do seu lugar, Joãozinho!" "Ô queridinha, não pode escrever de caneta vermelha, é azul, AZUL" "De que que você está rindo?" "Ah Rafaelinha, esse E tá gordo demais, parece um A!" "Não, não pode ir no banheiro no meio da aula" "Senta, por favor?"

Nem sabemos o que estamos fazendo, mas temos certeza de que é errado. E este foi o maior ensinamento que levamos para a vida: agir como se tudo estivesse errado.

Vocês estão reclamando demais, e de tudo! Digo vocês, porque eu não reclamo... não muito. Eu chuto cadeiras! Mas porque sempre sempre e sempre, na minha frente no cinema, sentam pessoas (HOMENS) que cismam em alisar seus cabelos num movimento lento e contínuo, formando um triângulo isósceles entre seus ombros e cotovelos. Além dos que sentam ao lado, alisando suas frieiras com pés descalsos em cima de mim. Essa é uma situação que tira qualquer um do sério, mas vejam bem, eu-não-reclamo, eu dou um chutinho. 

Reclamar é uma coisa que não me agrada, mas hoje em dia virou rotina. Uma das coisas mais reclamáveis é o hábito de ouvir música, sem fones de ouvido, em transportes públicos. No começo ainda era só funk, mas hoje evoluiu para o hip hop, o romântico e até o trance, que variedade! Isso não me incomoda (geralmente eu até canto junto), mas à maioria das pessoas, sim. Eu até compreendo as reclamações, e fico me perguntando se os usuários de mp3 sem fones, nunca ouviram nenhuma delas, e, se ouviram, por que continuam fazendo. Mas reflitam comigo... uma musiquinha... no trânsito.... qual o problema? Enjoy it... relaxem! Não é como se o som entrasse pelo seus ouvidos, furasse seus cérebros e causasse convulsões.

Sem querer desagradar as mulheres de todo o mundo, mas... parem de reclamar do ronco de seus homens. Sabe, eles estão... respirando. Fiquem felizes, é um sinal que eles estão vivos! Eles só estão dormindo confortavelmente, enquanto você sofre de insônia e só está amargurada por isso. Vire pro lado e durma também.

Por favor, não fiquem com raiva, achando que sou uma pessoa extremamente feliz (mas eu sou), só quero alertar que vocês podem estar virando a tia chata do primário, sem nem perceberem. Cuidado!


(Vou-me indo... esse post foi muito zennn... mas levem a sério!!!)

sábado, 23 de julho de 2011

A rich girl only having fun


Hoje foi um dia traumatizante: Amy Winehouse, 27 anos, foi encontrada morta em sua casa, depois de uma vida aos extremos. Uma morte precoce, e uma vida exagerada.
Imagino que vinte e sete anos seja muito pouco para uma vida comum, para sonhos e pretensões de um ser humano normal. Mas o que há com os MÚSICOS?

Em vinte e sete anos Amy conseguiu se tornar um mito, e em menos tempo do que isso, um ídolo. Eu, que estava meio às avessas com ela desde que fui a seu show, fiquei muito, muito, muito chocada! Escutamos a vida inteira que ídolos ainda maiores como Jimi Hendrix, Janis deram show, tocaram com os dentes, nadaram com peito de fora no Copacabana Palace, viveram loucamente e, sem mais avisos, foram encontrados mortos. Pra mim eles eram lendas, mas agora... está acontecendo de novo! 
É muito diferente quando acontece com alguém a quem estavámos acostumados a ver fotos, notícias, e até shows, no dia-a-dia, morrer assim. É chocante!!!

É complicado julgar o estilo de vida e mais ainda seu desempenho, depois de um incidente como esse. Amy conseguia ser aclamada pela crítica e extremamente pop, cantando soul. Alguns não gostavam, e eu não sei se ela estava à altura de seus próprios ídolos, os quais ela homenageava, e do soul que ela tentou resgatar. Ela tinha muito talento, fazia ótimas músicas, mas se perdeu um pouco. Fiquei decepcionada com seu show na HSBC Arena, no começo desse ano. Embora não estivesse em seu pior momento, também não estava no melhor, foi um show pouco emocionante e de jeito nenhum equivalente à sua fama. Ela cantava muito, tinha uma voz linda, mas pouco se entregou, mais improvisou do que cantou, esteve ausente em vários momentos, e quase não passou energia ao público, principalmente àqueles sentados na última fileira de arquibancada, à 100 metros de altura. Ainda assim, foi incrível ouvir Just Friends, uma das minhas músicas preferidas da vida, e fiquei encantada por seu tamanho e delicadeza. Pelas fotos de paparazzis, Amy parecia ora um mulherão, ora uma junkie estragada, suja, maltratada pelo estilo de vida; mas na verdade, me deparei com uma menina, sorridente, pequenininha, fofa, e frágil. Isso me faz ficar triste. Fazendo as pazes, agora que já é tarde demais... eu gostava dela! Suas músicas eram deliciosas, suas roupas eram lindas, seu estilo e personalidade, inspiradoras (mas nem tanto, né)... - E eu adorava suas dancinhas!!!


É preciso respeitar a escolha de cada um, sobretudo porque ninguém tem sabedoria suficiente para dizer a forma correta de se encarar a vida. Mas eu me irrito com essa apologia desenfreada às drogas, e ao estilo de vida junkie cool. Isso sempre dá errado para alguém; e normalmente não para quem acha cool! Por mais que isso dê status, e altas experiências criativas para o artista, logo se percebe a influência negativa nas performances. Não é justo esperarmos que nossos ídolos estejam sempre bêbados e drogados, como bobos da corte, para nos entreter, nos darem shows divertidos, vexames, fotos escrotas, fazendo tudo o que desejamos fazer mas não temos coragem e destruindo suas vidas. Espero que ela tenha sido feliz. Ficaria muito triste de saber que ela morreu sofrendo, escolheu o caminho errado sob más influencias. Quem não tá puto da vida com o tal do Blake que deu a prova de amor para sua esposa, apresentando-lhe heroína e agora está aí vivinho em Londres?

Enfim, foi triste, mas algum dia aconteceria, não é?

Afinal, perdemos tantos ídolos, pessoas queridas e estamos nos perdendo também...

Amy Winehouse talvez tenha morrido como queria, talvez não... mas entrou para o "27 club"... e se tem um lado ruim nisso, definitivamente tem um lado bom! Se fosse para ela morrer com simples 28, ou 32, que seja... ela preferiria que tivesse acontecido dessa forma (ou estou falando merda?). Mas agora fica a dúvida, será que Amy Winehouse está à altura dos outros integrantes desse clube? Ou será que todos eles acabaram ficando assim graças ao estigma dos 27? Bom, quando o futuro chegar e a Amy se tornar uma lenda mitológica, nós teremos como saber se sua fama fez jus ao que ela foi de fato...

Por ora, perdemos o ídolo da vez!

Só nos resta homenageá-la para sempre, curtindo suas belas músicas para sempre.

E aqui ficaremos com minha PREFERIDA interpretada por ela, (além de Just Friend, que eu já disse), a mais animada, divertida, alegre, linda, PARA ELA, LITTLE RICH GIRL.


I bought you a fur coat when you were fifteen
You wore it to the disco, when everyone was in jeans

But you were just a rich girl, only having fun
Your warn out dresses, brought stares from everyone
Hey, little rich girl where did you go wrong?

You left for London, when you were nineteen
Had to pull off your nice clothes, just living on dreams
A man in the bright lights took all that you own
Now he's taken your freedom for a fate unknown

But you were just a rich girl, only having fun
Your worn out dresses, brought stares from everyone
Hey, little rich girl where did you go wrong?

Hey, little rich girl you've been away for so long
And now little rich girl, i wrote you in this song
Hey, little rich girl, baby, my love is gone
And now little rich girl, I know where you belong

At your dad's office party all the movies were blue
You caused him so much heart ache, because the screen star was you
You left for London, when you were nineteen
Had to pull off your nice clothes, just living on dreams

But you were just a rich girl, only having fun
Your worn out dresses, brought stares from everyone
Hey, little rich girl where did you go wrong?
Hey, little rich girl where did you go wrong?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Declarações de amoooor

Hoje, pra variar um pouco, não vou falar sobre criações femininas. Mas sim sobre amoooor, paixãoooo, declarações, suspiros e homens! Homens que fizeram lindas músicas dedicadas a nós, mulheres.

Bem, não exatamente para nós, mas sempre há a possibilidade de apropriar uma parte pro nosso facebook.

É claro que música romântica é o que mais tem por aí, músicas que citam a palavra "amor", então, nem se fala. Mas a maioria é baboseira, mentirinha para ludibriar as mulheres. Essas daqui não, elas são o puro e velho romantismo, mesmo; belas músicas, autênticas, sinceras... verdadeiras declarações de amor, e o principal, feitas por CARAS LEGAIS!

Começando pela mais clássica, e mais romântica de todos os tempos:

Tá, ela ganhou uma conotação brega, em parte, devido aos vídeos bregas que fizeram para ela no youtube, mas não é!!! Parem e escutem.................... É uma sinfonia!!! Só de ouvir, eu quero chorar! Essa música é tão mas tão tão linda que me faz querer casar de branco, com trinta quilometros de véu, e entrar na igreja com ela tocando só pra mim e parar e chorar chorar chorar de tão linda, e quando acabar, levantar e ir embora!

Logo no começo:
She maybe the face i can't forget
... e no final:

Maybe the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is

SHE, SHE, SHE


Ai, quantos suspiros para ele. Elvis Costello!! Quanta sensibilidade. clap clap clap... eu jogaria calcinhas!
Quem disse que Woody Allen é o maior conquistador com óculos fundo de garrafa, graças a suas tiradas engraçadinhas? Elvis faz músicas românticaaaasss!!!!!! Tão lindas! Se liga.

A segunda não é bem uma declaração, é mais uma historinha de amor toda trabalhada no ska-punk, LINDA, LINDA, LINDA... que eu amo! 

É tipo, um rapaz meio skatista, meio punk e meio nerd que tem uma amiga que é divertida e espertinha e pede ajuda para terminar seu namoro... ele ajuda porque, afinal, faz tudo para ela... e acaba descobrindo que ela tá mesmo é a fim dele... ownn! seu fofo! É uma história de amor, contada por um garoto meio nerd e roqueiro, sabe? É como um filme de sessão da tarde, só que da época em que a gente curtia filmes da tarde, e suspirava! Tem um triângulo amoroso e, depois, briguinhas de namoradinhos adolescentes, e a menina é obviamente legal. Eu quero ser elaaa!!

Leiam com calma, escutem e desejem ser a mocinha da canção:

She wanted me to tell you to leave.
She wanted me to let you know that you don't understand her, she just needs some time to breathe.
She couldn't have told you better herself cause she was in love with somebody else.
I don't know why I had to be the messenger boy.
I guess that somebody was me.


(...)

You said I was just like him, but that's where you're wrong
HE NEVER WROTE YOU NO LOVE SONG.

Passando de paixões juvenis, para senhores fofos, que deviam conquistar todas as senhorinhas: Louis Armstrong. Ele é fofo, faz jazz, toca trompete. Não precisa de mais para ser romântico. Mas olhem essa letra!!!!!
There must be a way to help me forget that we're through
There must be a way to stop me from dreamin' of you
There must be a star in the skies that isn't reflecting your eyes
I just don't know how to disguise how much I miss you

There must be a song that doesn't remind me of you
There must be a kiss that'll thrill me like yours used to do
I look for a way to be happy, happy with somebody new
Oh, there must be a way but I can't find a way without YOU


Nesse caso a musa é inesquecível! E mesmo querendo muito, tentando de todas as formas, ele não consegue esquecê-la! Ela está nas músicas, nos sonhos, A ESTRELA NO CÉU REFLETE SEUS OLHOS. Aiiinnnn. QUE romântico. Tem que ser muito lindo para escrever algo assim. A mulher que inspirou essa música deve ter morrido de alegria, e se achado a mais poderosa do mundo, né? Eu me acharia.
E por último, não a mais romântica, porque esses boêmios safados provavelmente só queriam pegar a gostosa de biquini... mas, ainda assim, o maior, mais conhecido e mais belo culto à musa inspiradora que o Rio de Janeiro e os gringos já viram:

Todas invejam Helô Pinheiro.