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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eu odeio dia 15 de Julho!

A inspiração Anne Hathaway começa pelo fim: Um dia!
E começa mal...

Quando esse livro surgiu, eu achei que fosse um romance cool, com um quê de "atual" e aquele charme retrô (anos 90... iei). Mas é como se fosse tudo isso + o Nicholas Sparks. Muahaha, brincadeira, isso só se o Luciano Huck resolvesse escrever um livro.

Mas não é nada disso! Um dia não é nada, só um bando de coisas desconexas e sem importância acontecendo. 
Tem um casal, mas na metade do livro você ainda se pergunta se essa é uma história de romance mesmo, ou se ele inaugura um novo estilo literário chamado "amizade". É uma sessão de desencontros entre um playboy babaca e uma menina super legal e sofredora, que são melhores amigos - a menina, claro, apaixonada por ele desde sempre. E parece que eles se gostam, mas não mais, e depois quase se gostam de novo e tal e um monte de coisa deprimente vai acontecendo. Ok, é um retrato da juventude frustrada que só se fode. Mas isso não é bem conectado à história. Fica muito tempo acontecendo várias coisas que, na verdade, são a mesma, só pra mostrar como a juventude pode se foder de duas formas: declaradamente (e com orgulho) ou disfarçadamente (e sem orgulho).

O livro é longo e cheio de pequeninos detalhes que só acontecem pra te fazer ler 5 páginas a mais, mas não fazem diferença! No final, nenhuma deles vai ser mencionado para deixar a coisa romântica. E você vai dizer que o autor fugiu de clichê. Mas os clichês estão na filosofia!!!!!!

Acontece uma série de coisas que dão o ar verossímil e dão margem para as lições de moral que todo livro deve ter, certo? Mas as coisas não tem importância na história, e certas vezes nem continuidade, parece que o autor só joga todas essas "lições" no meio da história, perdidas. É como uma grande reunião de comunidades filósficas do orkut: Carpe diem!; Não trate como prioridade quem te trata como opção; A vida ensina; Não deixe pra amanhã o que você poder fazer hoje; Antes só do que mal acompanhado. Tudo isso serve pra porra do Um dia.

Sem contar que, se eles esteve evitando clichês ao longo da história, no final ele usa todos os mais piegas! E se tem algo de bom, é no capítulo onde a big thnig acontece, cara, tem um clímax ali!!!!!!! Fiquei nervosa. Mas não triste, não venha me dizer que aquilo é triste.
O final é só mais uma coisa perdida na história.
É dramático, mas não forte, nem emocionante. E principalmente, não quer dizer nada. fiquei mais comovida pela curiosidade do que pela tristeza.

Aliás, acho que é isso: Um dia não diz a que veio. Que história ele quer passar? Todas as comunidades de orkut juntas?
Você que gostou muito pode até dizer: "mas é pra você ver que a vida é assim, quando se menos espera, bang."
Desculpa, David, mas isso já não é novidade para nenhum ser humano. Eu já sei que todos podem morrer a qualquer momento. O Meu primeiro amor ensinou isso antes e de forma mais comovente que você.

É claro que a Emma é MUITO LEGAL. Mas cá pra nós, QUEM NÃO É LEGAL sendo: jovem, alternativa, engajada, diferente de todas as piriguetes, inteligente, cult, que ama de ler e escrever? AH VAI! Porra, quem não seria legal desse jeito? A TAMMY GRETCHEN SERIA! E o Dexter é um babaca, puta que pariu. Odeio gente assim, que está fazendo merda, percebe que está fazendo merda, se sente mal por estar fazendo merda, MAS CONTINUA FAZENDO MERDA. E no final ele volta regenerado HAHAHA.

A NARRATIVA... "OH, ele só vai narrar um dia"... grandes bosta! Isso não trouxe nada de interessante à história, a não ser o fato de nos poupar dos outros 364 dias dos 20 anos (nossa, isso daria muitos dias!). Mas o Davi não usou isso de forma criativa, a cada ano que se passava, praticamente nada acontecia, de forma que não foi nenhum desafio resumir tudo em um dia.

Enfim, não não não gostei.
Isso é o que você consegue por comprar um livro pela capa :P

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O filme é diferentemente péssimo. Nossa, que correria. Que porra é aquela deles entrarem em casa, começarem a se pegar e no mesmo minuto já estarem conversando: "e aí, vamos mudar o mundo?"
Eu gostaria de saber como é assistir àquilo (e entender) sem ter lido o livro. Ele usa quase as mesmas falas do livro e isso às vezes irrita. Parece que foi só pra passar o livro pro cinema com menos informações (tipo, "gostou? quer saber mais? você pode achar a história completa aqui" e não é disso que deve se tratar uma adaptação cinematográfica, na maioria das vezes.)

A Anne se destaca pouco, e pra mim estava meio deslocada do cenário inglês. É todo mundo muito inglês, como o Jim Sturguess (OMG) e ela tem jeitinho e carinha (e sotaquezinho) de americana, né? Além da aparência feia demais (tá, eu sei era o papel...) e tal... mas o Jim, nossa, quando ele ficou tão legal? Vocês repararam como ele é alto e magro? Que divertido, e com figurino anos 80~90, então...

Os dois jovens e bonitinhos own cuti cuti

uma das coisas que me fez ver/ler: foto linda

Anne bonita

Anne brega/Jim com um charme brega

Jim charmosíssimo com esse visual anos 90!



sábado, 25 de junho de 2011

J.K. Rowling

Sim, estamos no final do semestre! E isso significa trabalho pra caramba em dobro, mas também, na maioria dos anos, ESTRÉIA DE HARRY POTTER.

Bom, eu deveria estar (e, de fato, estava) fazendo trilhões de outras coisas, e confesso que postar não estava em meus planos até cinco segundos atrás. Mas vocês sabem, devido ao espírito contagiante do momento, fui motivada. Afinal de contas, nesse ano não teremos qualquer estréia de uma adaptação cinematográfica, mas sim A ÚLTIMA.

Uau. Isso significa uma penca de coisas. Me deixa nervosa, só de pensar. E, como a maioria das coisas que me deixam extremamente sensíveis, eu procuro evitar; ainda não vi trailer, e nem sequer sei o dia da estréia.  Mas, nessa data importante, resolvi falar de sua deusa criadora, o Tolkien feminino e dos dias de hoje: J.K. Rowling.


Sabe ela é uma incógnita pra mim. Eu odeio e adoro. E resolvi falar sobre isso... mais do que falar, listar! Porque, afinal de contas, aqui é o lugar onde eu posso passar horas e horas falando sobre mulheres e os blablablas que penso sobre elas.

Decidi também colocar os argumentos alternados, porque sabem, né, meu amor/ódio pela JK oscilam muito!


A favor: Você pode até achar muita bobeira toda essa comoção toda por trás de uma histórinha de bruxo adolescente, um fenômeno editorial e cinematográfico e tal. Pode até ser. E eu vou explicar porque isso mexe com tanta gente. Na verdade, não preciso explicar. É simplesmente pelo mesmo motivo que existem tantos fãs mais velhos e mais fervorosos de Guerra nas Estrelas, de Senhor dos anéis, etc... Todas as obras tem sua natureza nerd, é claro. Todas são histórias incríveis de fantasia, e NADA melhor que fantasia, mágica e literatura para reproduzir sentimentos e frustrações da vida real. E o elemento crucial, no caso de Harry Potter: a idade. Po, você vai pedir para alguém de 20 anos não adorar personagens que o acompanham desde os DEZ, passando por todos os conflitos, situações que essa pessoa possivelmente viveu e nos quais ela, possivelmente, projetou tudo o que gostaria de ser? Você não conhece o poder da literatura, meu caro!

Contra: Cara, perfavore! Ela não é a melhor escritora do mundo, nem aqui e nem agora! Principalmente em termos de fantasia, temos um milhão de autores cuja criatividade borbulham de amor e beleza, e se traduzem em histórias incrivelmente maravilhosas, e são muito diferente de Harry Potter. Tudo bem, talvez não funcionem para a mesma função, de conquistar novos leitores, mas uma vez que você foi encantado pelo Harry e sua trupe, pode partir para aventuras mais loucas, loucas, loucas pelo mundo da magia, que vai muito além de Hogwarts.

A favor: J.K. Rowling definitivamente escreve bem. Ela pode não ser uma poeta nata, ou uma pedra preciosa da literatura, nem mestra em criar personagens originais (ver mais a frente) mas ela sabe conduzir uma história! Isso tenho orgulho de afirmar com todas as letras. E seu talento, nesse sentido, fica claro quando comparado ao de outras pérolas como Stephenie Meyer. Quando as pessoas comparam Crepúsculo e Harry Potter, eu fico tão passada! Porque suas semelhanças estão apenas no fato de ambos serem leituras infantojuvenis que conquistam e introduzem os pré-adolescentes no mundo da literatura e mais nada. As narrativas são completamente diferentes, e a de JK totalmente superior. Eu acho super válido que Crepúsculo faça sucesso entre seu público-alvo, mas a autora escreve muito mal, a história é super simplória, mal construida, enche linguiça etc... enquanto JK trabalha muito bem fantasia, mistério, “terror” e "drama", conectando pontos do primeiro ao último livro, (coisa que possivelmente confundiria a cabeça simples da Stephenie, caso tentasse fazer).

Contra: Após ler Harry Potter, e descobrindo outros clássicos fantásticos, é possível identificar muitas ideias clichês e muitos possíveis plágios. A comunidade nerd, devota de Neil Gaiman, praticamente processa JK de plágio do “Livros da Magia”, uma história em quadrinhos que conta a história de um rapazinho inglês, branquelo, franzino, que usa óculos fundo de garrafa, tem uma coruja, e vive no mundo real até descobrir que é um dos maiores bruxos do mundo e ser convidado a uma jornada para aprender sobre sua nova condição. E aí? Vocês julgam plágio? É claro que existem ideias recorrentes e personagens clássicos no mundo da literatura, e principalmente quando se restringe um tema. Isso não quer dizer que JK é má, copiona ou coisa do tipo, mas sim que não possui tanta criatividade assim.

Pra finalizar, mais um contra: Ela foi tema de um documentário na GNT, no qual aparece uma cena, em que ela entra em uma loja de sapatos, fecha a loja e diz: “Vou levar todos!”... Sem mais! 
[Não sei se todos compartilham minha indignação, em relação a essa cena. (Sério mexeu com minha raiva descontrolada, gente!) Só para esclarecer, então: Futilidade que nenhum grande escritor passariam em um documentário. Sem contar que eu odeio essa posição que os artistas assumem, após fazerem sucesso, de elite rica, famosa, perua! TU É CELEBRIDADE, POR ACASO?]


Pra fechar com chave de ouro um a favor: E sou muito grata a J.K. Rowling. Ela convidou crianças (eu) de 10, 11, 12 anos a um mundo mágico feito ESPECIALMENTE para elas. Quando surgiu, eu lembro de não me interessar: “ew, garotos!” – pensava. Até que tcharan, li o primeiro livro e não parei mais. Fiquei apaixonada, viciada, extasiada. E li todos incessantemente. Tenho que admitir, Harry Potter, Rony Weasley, Hermione, JK mudaram minha vida! Porque foi a partir de Harry que eu gostei e passei a procurar livros por vontade própria, a me interessar, a acompanhar séries, hoje estudo produção editorial etc. YEAH. RIO DE LÁGRIMAS NO FINAL DE HARRY POTTER!!!!!!!!!! TO FICANDO VELHA! RONY, EU TEMO! - Parabéns JK! Sua missão como escritora infantojuvenil cumprida. E a missão da literatura infantojuvenil reafirmada. Ai que emoção.

E se você tiver uma opinião xiita e preconceituosa contra Harry Potter, ou for  bitolado achando que só existe isso de bom no mundo, venha se ver comigo!!!!!!!!!!! (tenho argumento contra ambos) ;)