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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Títulos legais

Uolá!
Quanto tempo sem postar aqui. Mas não é por falta de gosto, de vontade, ou de ter o que falar (talvez)... mas sim por preguiça!
Tenho lido alguns livros muito bons e sido muito feliz, minha gente!
E estou preparando um post muito legal (só pra animar vocês).

Então, tem coisa mais útil do que um blog para falar sobre um livro bacana que ninguém conhece?
Como o último post disse, o melhor livro que li ano passado foi logo o primeiro. E parece que essa "maldição" tende a se repetir over and over and over again (imaginem a voz fofa da Zooey Deschanel falando essa parte em inglês).

Comecei o ano lendo um livro muuuuuuuuuuuito bacana. Mas tão bacana que eu não sei como dizer. Mentira, sei sim: pelo título.




Acabo de provar pra vocês que esse título é muito bom, né? Não preciso dizer mais nada, esse longo título já diz muito.
Ele é de uma editora que eu nunca ouvi falar: Relume Dumara. Mas dentro do livro descobri que pertence à Ediouro Publicações. Nunca vi resenha, publicidade e nada sobre! Descobri de forma angelical, predestinada, numa queima de estoque da Saraiva Online; o livro estava por R$ 9,90. 

Muitas coisas influenciam a decisão de comprar um livro. O autor, a capa, pros mais mão-de-vaca o preço... e o título! Em tempos de nome-de-livros-com-uma-palavra-só, foi essa coisa de "O Escritos partido em dois não sei o que", que até hoje eu não consegui decorar, que me fez comprar o livro na mesma hora.
Primeiro porque ele é muito criativo, segundo porque é a história de um editor, terceiro porque tem "robôs" no meio. (Querem me conquistar? Aprenderam as três palavras-chaves, hein?)

Isso pra mim é uma mensagem. Escritores: sejam criativos! Pensem, deem significado pra porra toda que vocês escreverem. Não se deve escrever um "-Olá" sem motivo. E isso não serve só pra escritores, mas para qualquer um de nós. Se quando fossemos salvar uma foto no computador, criar uma pasta ou legendar uma foto no Facebook, fossemos mais criativos do que "Marcela.1"/"Informações1"/"Eu", o mundo seria um lugar bem mais inteligente.

E serve também para músicos como a Adele que colocam o nome do disco com a sua idade. Hehehe... ok, isso foi uma crítica gratuíta. Estou brincando, não conheço Adele, imagino que o nome do disco seja uma forma de dizer "faço muito sucesso e ganho muito dinheiro mesmo tendo a mesma idade que você". É claro que eu poderia ter criticado She & Him, que titula seus álbuns como "Volume One" e "Volume Two", mas tomem tenência, quando em sã consciência eu vou criticá-los?

Mas quanto a história, ela não deixa a desejar. É sobre um editor, Rámon, que se vê bem no meio do furacão de mudanças, digamos, muito significativas, do mercado editorial. A história se passa na Espanha, e a primeira coisa legal, do ponto de vista de uma aspirante a editora, é ver como é diferente a Editora em que Rámon trabalha. Ela é um grande grupo Empresarial que cuida de outras mídias como tv, música, etc... A parte editorial é, claro, o segmento mais fraco, e os responsáveis planejam tomar medidas extremas para transformá-lo no ponto forte do negócio. Essa pra mim é a genialidade do enredo, embora não do livro como um todo; a leitura é incrível - tanto quanto o título - por muitos outros motivos.

A Editora onde Rámon trabalha é uma das grandes que dominam o mercado e engolem as pequenas que tentam sobreviver. Mas o pobre editor é apenas um subordinado que vai sendo levado pelo ritmo louco da trama. Ele é convidado a participar de um Congresso, onde vai compreender (e a gente também) melhor o rumo desse mercado editorial, e apresentar seu autor aos novos meios de produção da Editora. Muito louco. Além de tudo, muito divertido de ler... o Congresso é o máximo. Mas aí, toda a confusão começa, e as loucuras só aumentam.

Rámon é a pessoa mais engraçada e carismática da Literatura. Prefiro não falar sobre sua peculiar personalidade, mas ela é muito bem desenvolvida e torna tudo muito legal. Eu não conheço esse autor, mas ele criou uma trama muito boa, crítica e ao mesmo tempo com muito humor. E além do clima ficção científica, tem um suspense policial também.

O livro é uma mistura de 1984, Poderoso Chefão, Superman e uma pitada de Douglas Adams (não tão engraçado, mas isso já quer dizer muito engraçado). É, nesse nível! E na minha opinião, a maior crítica é sobre a indústria cultural, que engloba a Literatura mesmo que não seja tão evidente quanto na indústria cinematográfica e musical. 

E a melhor forma de protestar foi nos dando boa leitura! Por isso, LEIAM!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O melhor do ano

É Natal, é fim de ano e todo mundo só sabe fazer TOP homenageando os melhores tudo do ano.

Escrotinhos vocês, hein?

Bom, também o farei!
Quero dizer que na primeira hora do ano eu vi A Fantástica Fábrica de Chocolate e, mais tarde, Scott Pilgrim contra o mundo. Esse ano promete, hein?
Mas, como sou uma pessoa das letras (MUAHAHAUA) meu top será sobre livros. Mas, para o bem ou para o mal, meu TOP terá apenas UM livro.

WOW, chegou o momento em que posso falar falar falar chorar gritar e bancar a lhouca por ELE!

...

Pode parecer triste... sabem, meus leitores, mas o MELHOR livro que li neste ano foi simplesmente o que li na PRIMEIRA SEMANA DO ANO - do ano 2011. O quão triste isso é? Passei os próximos 12 meses, 8340982 dias lendo livros menos melhores do que ele...

Na verdade, não é nem um pouco triste porque eu li livros muito bons... DIANA WYNNE JONES, TEERRYY PRRAATCHHETT, Neil Gaiman, Conan Doyle (sou pedante e só cito os bons da parada, mas também teve muita coisa trash com direito a fila de autógrafos na Bienal :P)... mas nenhum dos títulos (apesar de muito bons) merecem estar no mesmo TOP que o dito cujo.

Querem saber qual é?

~~~~~~~~~~O Pacto!

As capas(e títulos) da Sextante podem ser as mais bregas, mas eu vou amar esta aqui por toda a minha existência :)


do iniciante Joe Hill, galera!

Esse foi um puta culto. Será que estou exagerando? Que eu me lembre não.
Esse livro foi simplesmente DO CARALH&@*. LINDO. FASCINANTE.
E olha que nem o possuo. Peguei emprestado com a proposta de filho do Stephen King (absolutamente NADA contra, respeito muito, mas não ligo - não me levem a mal), e meu amigo, o dono, Társio, maluquinho, me apresentou com a seguinte recomendação "Ao meu ver é uma resposta a esses romances sobrenaturais adolescentes". E, pra mim, absolutamente não é.

Vou me controlar e falar direito: O Pacto - Horns, no original... faz muito mais sentido - é a história de um cara que acorda, depois de uma noite no fundo do poço, com chifres! Ele se tornou um demônio. Um pouco antes disso (acho que um ano, não lembro), sua namorada foi brutalmente assassinada e, apesar de não haver nenhuma prova, todos acham que ele é o culpado. Agora ele vive longe dos pais, morando com uma menina qualquer; o irmão e o melhor amigo se afastaram e a relação dele com a vida mudou, afinal, ele perdeu seu grande amor, sua primeira e única namorada, com quem esteve junto por 10 anos. Só que agora, como demônio, ele ganhou um certo poder - NÃO, NÃO, NÃO É RUIM - de despertar a verdade da boca das pessoas - verdades que ele preferia nunca ouvir. Diante dos chifres, as pessoas não se assustam, mas sim, estranhamente, começam a confessar seus pecados, seu sentimentos mais secretos, sem nenhum pudor. Esse toque sobrenatural é responsável pelo ponto crucial da história: o demônio interno de cada um. A partir daí, e da relação misticismo x realidade crua, Joe Hill constrói a moral de sua linda e profunda fábula sobre a vida, o amor e o ser humano - que é subestimada sob o rótulo "terror".

Deixando a emoção e histeria que esse livro me causou falar mais alto, só assim conseguirei expressar o que essa leitura foi pra mim: Esse livro não existe!!! É lindo. É basicamente o romance mais lindo - MAIS LINDO - que eu já li. Ele fala sobre a realidade da vida e, paradoxalmente, sobre o misticismo por trás disso. Através dessa situação absurda de ser humano virando capeta, ele retrata a mais verdadeira essência do ser, da vida e do amor. Sim, a vida é/pode ser uma merda e ninguém tem poder nenhum sobre isso, nem mesmo Deus ou o Demônio. Mas nisso tudo, tem o amor, que é a única espécie de poder real que nós temos. Isso pode soar muito romântico, mas estou falando SÉRIO! É lindo, sim. Mas não é romântico de um jeito óbvio. Estou tentando falar sobre amor, mas não ser romântica. ENTENDERAM? Vou tentar de outra maneira: não subestimem o poder do amor com romantismo :P!!

Bom, de qualquer forma, ler isso é um puta spoiler, desculpem!

É uma droga ficar pensando - e ouvindo todo mundo falar... - "a vida é uma merda"/"a vida é uma merda"/"a vida é uma merda". Sabe, pode até ser, mas eu ainda não sei disso, a minha vida ainda não é uma merda, me deixem, por favor? (nesse sentido, what wonderful world ainda faz a minha personalidade, ok?). Mas, esse livro me fez acreditar no amor!!!!!!!!!!! Isso soou muito brega, mas não É. É sério. Se vocês acreditam no amor por livre espontânea vontade, por causa da novela, do Titanic ou por qualquer outro motivo, vocês estão errados... desacreditem! Leiam o livro e só então podem acreditar.

{Eu tenho problema com romantismo.... acho muito cafona}

[Er... provavelmente meu post é pura balela, não faz sentido e é provável que alguém que já tenha lido esteja pensando "do que é que você tá falando????????" - meu namorado tbm leu e sempre que começo a falar desse mesmo jeito pra ele, ele respira fundo e revira os olhos -... mas acho que esse livro me deixou louca, então... levem a sério se quiser hahaha - de qualquer forma, foi uma bela dica e depois dessa dúvido vocês não irem correndo comprá-lo. ARQUEIRO, ME PAGA UM MILHÃO!]

Desejo mais leituras como essa para 2012! E pode ser na primeira semana logo!

Aliás, pra vocês também!

maluco, tu é manero!

ATUALIZAÇÃO CHEIA DE AMOR.

gente, GENTE, logo depois desse post lindo, eu me deparo com essa foto nesse tumblr lindo demais também.

Valeu, destino. <3
Ai, me derreti de amoures! :)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Restrições Literárias

Antes de tudo:
Tá achando o blog feio? Sem graça? Não aguenta mais olhar pra essa mesmice? Está lhe dando náuseas?
À mim, também. Por favor, se ofereça para fazer um novo layout. HELP ME. To aprisionada. Não aguento mais!

Acho que um mal/um bem que aflige a população viciada/que gosta de ler é querer ler tudo o que vê pela frente.

Elogiado pela crítica? Quero ler.
Elogiado por seu professor ultra mega intelectual conceituado das Letras? Quero ler.
Resenhado num blog? Quero ler.
Seus amigos inteligentes citam fingindo que lêem? Quero ler.
Tem a capa bonita? Quero ler.
Concorrente do Crepúsculo? Quero ler.
Tem cem páginas? Quero ler.
Lançamento? Quero ler.
Super promoção de R$ 9,90 no Submarino? Quero ler.

Eu sou assim. Não posso evitar querer ler tudo o que vejo pela frente e acabo lendo muita porcaria. Mas podem confiar em mim, porque tenho bom gosto, juro.

O fato é que tenho meus pontos fracos. Livros que eu olho, olho de novo, leio sobre, vejo promoção e não tchum!!! Aquele foguinho dentro de mim nem faísca.
Não, eu absolutamente não tenho preconceitos. Apenas "restrições".

Este é um post-confissão, e também um pedido: DESPERTEM MINHA VONTADE!

Vamos lá, então. 

Eu não tenho vontade de ler

Ágatha Christie
Me perdoeeem! Eu quero mudar!
Eu sei que ela é a RAINHA do crime, mas eu nunca li, e nunca tenho vontade de ler. Eu sempre me obrigo a olhar a variedade de títulos dos livrinhos pequenininhos e baratinhos da L&PM Pocket. Vejo, vejo, vejo... e cadê vontade? Eu me sinto maaaaaaaal! É muito triste! Mas eu tenho uma justificativa (não)... eu não gosto de romance policial. (COISA CHATA, ufa desabafei)
Eu me sinto problemática. Ouço pessoas comentando suas leituras policiais: "Eu não conseguia largar o livro", "To louco de curiosidade", enquanto eu penso comigo mesma: "Não, não quero saber quem matou seu amante", "Desculpa, eu poderia ler até o final, mas é que não me importo!", "Eu poderia fechar o livro right now e não faria nem um pouquinho de diferença" - Eu já fiz isso.
Mas eu planejo romper essa barreira dentro de mim. O escolhido foi:
Não me perguntem porque. Não perguntem quando. Mas um dia vou ler.
Quer dizer, se for o livro errado, ME DIGAM. Se houver um mais apropriado, ME INCENTIVEM. Eu me sinto em falta com a Literatura Feminina!

Marthinha Medeiros
Hm, bom, eu odeio Martha Medeiros.
Posso estar errada. Minha única relação com ela foi numa crônica de jornal e no seriado e filme Divã - mas quase não vi também.
Me desculpem, mas na minha opinião, ela é uma pseudo-intelectual/pseudo-feminista. Eu gosto de Chick-lit, mas o que ela faz é um Chick-lit com lição de moral no fim, para: mulheres maduras, modernas E inteligente; que não se permitem serem só erradas, engraçadas ou escrachadas. Não presta. Leia Chick-lit para se divertir e não para tirar daí uns minutos de sabedoria de Ana Maria Braga. Vocês podem mais.
Rival maravilhosa: CLAUDIA TAJES.

O homem que não amava as mulheres
Poxa, sabe. TODO fucking mundo que eu ouço falar desse livro, fala bem. Mais que isso, fala: "É incrível, sensacional, não consigo parar de ler". Esse "não consigo parar de ler" é crucial porque se TODO mundo diz isso, meu irmão, alguma coisa tem. Mas eu sou tão tentada a não ler. Não quero, a não ser por essas pessoas todas. Pensando bem, eu vou ler. O que vocês acham? Na verdade, eu desejava (como os livros acima) lê-lo, até que uma amiga disse a palavra mágica: "policial" e fiuuun (a chama apagando). Desisti na hora. Mas enfim, não sei o que faço. Talvez eu leia.

O Diário de Anne Frank
Nããããooo! Mas que coisa, não quero ler esse livro. Eu sei que todo mundo já leu, é bom, mas não quero, não, obrigada. Primeiro porque eu não quero ler histórias de nazismo, especialmente diários reais. Me chamem de alienada, digam que eu moro num mundo de fantasias. Mas gente, ler sofrimento, tristeza e cenas fortes é ruim demais! Quer dizer, às vezes vai, funciona, é bonito. Mas, na maioria das vezes, eu prefiro não ler. Eu gosto de fantasia, minha gente!... Bom, e segundo, só porque eu não tenho vontade mesmo.

O Diário da Princesa
Eu tenho vontade de ler Meg Cabot, embora não O Diário da Princesa. O motivo é simplês: quando eu era criança, eu descobri várias coisinhas legais, tipo Harry Potter e uma série de livros, desenho animados e filmes que fizeram parte da minha infância. Esse livro era dessa época, mas eu não o descobri!! Eu não sabia de sua existência até ser grande demais para ele. E agora passou minha época, então, não vou mais lê-lo (criança traumatizada, emburrada, fazendo pirraça). Provalvemente, se o tivesse lido, agora eu seria uma fã da Meg, mas nunca li! Então, vou ler um dela para adultos e ponto. 
PS: Sou fã da Anne Hathaway, que fez o filme - e vi o filme.

Ufa!!! Desabafei! Não contem pra ninguém. Não me julguem... Se eu estiver perdendo alguma coisa, ME AVISEM CORRENDO, por favor. E se quiserem falar sobre suas restrições literárias, também, compartilhem comigo! E vamos difundir esse novo termo, cunhado pela primeira vez POR MIM.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Declarações de amoooor

Hoje, pra variar um pouco, não vou falar sobre criações femininas. Mas sim sobre amoooor, paixãoooo, declarações, suspiros e homens! Homens que fizeram lindas músicas dedicadas a nós, mulheres.

Bem, não exatamente para nós, mas sempre há a possibilidade de apropriar uma parte pro nosso facebook.

É claro que música romântica é o que mais tem por aí, músicas que citam a palavra "amor", então, nem se fala. Mas a maioria é baboseira, mentirinha para ludibriar as mulheres. Essas daqui não, elas são o puro e velho romantismo, mesmo; belas músicas, autênticas, sinceras... verdadeiras declarações de amor, e o principal, feitas por CARAS LEGAIS!

Começando pela mais clássica, e mais romântica de todos os tempos:

Tá, ela ganhou uma conotação brega, em parte, devido aos vídeos bregas que fizeram para ela no youtube, mas não é!!! Parem e escutem.................... É uma sinfonia!!! Só de ouvir, eu quero chorar! Essa música é tão mas tão tão linda que me faz querer casar de branco, com trinta quilometros de véu, e entrar na igreja com ela tocando só pra mim e parar e chorar chorar chorar de tão linda, e quando acabar, levantar e ir embora!

Logo no começo:
She maybe the face i can't forget
... e no final:

Maybe the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is

SHE, SHE, SHE


Ai, quantos suspiros para ele. Elvis Costello!! Quanta sensibilidade. clap clap clap... eu jogaria calcinhas!
Quem disse que Woody Allen é o maior conquistador com óculos fundo de garrafa, graças a suas tiradas engraçadinhas? Elvis faz músicas românticaaaasss!!!!!! Tão lindas! Se liga.

A segunda não é bem uma declaração, é mais uma historinha de amor toda trabalhada no ska-punk, LINDA, LINDA, LINDA... que eu amo! 

É tipo, um rapaz meio skatista, meio punk e meio nerd que tem uma amiga que é divertida e espertinha e pede ajuda para terminar seu namoro... ele ajuda porque, afinal, faz tudo para ela... e acaba descobrindo que ela tá mesmo é a fim dele... ownn! seu fofo! É uma história de amor, contada por um garoto meio nerd e roqueiro, sabe? É como um filme de sessão da tarde, só que da época em que a gente curtia filmes da tarde, e suspirava! Tem um triângulo amoroso e, depois, briguinhas de namoradinhos adolescentes, e a menina é obviamente legal. Eu quero ser elaaa!!

Leiam com calma, escutem e desejem ser a mocinha da canção:

She wanted me to tell you to leave.
She wanted me to let you know that you don't understand her, she just needs some time to breathe.
She couldn't have told you better herself cause she was in love with somebody else.
I don't know why I had to be the messenger boy.
I guess that somebody was me.


(...)

You said I was just like him, but that's where you're wrong
HE NEVER WROTE YOU NO LOVE SONG.

Passando de paixões juvenis, para senhores fofos, que deviam conquistar todas as senhorinhas: Louis Armstrong. Ele é fofo, faz jazz, toca trompete. Não precisa de mais para ser romântico. Mas olhem essa letra!!!!!
There must be a way to help me forget that we're through
There must be a way to stop me from dreamin' of you
There must be a star in the skies that isn't reflecting your eyes
I just don't know how to disguise how much I miss you

There must be a song that doesn't remind me of you
There must be a kiss that'll thrill me like yours used to do
I look for a way to be happy, happy with somebody new
Oh, there must be a way but I can't find a way without YOU


Nesse caso a musa é inesquecível! E mesmo querendo muito, tentando de todas as formas, ele não consegue esquecê-la! Ela está nas músicas, nos sonhos, A ESTRELA NO CÉU REFLETE SEUS OLHOS. Aiiinnnn. QUE romântico. Tem que ser muito lindo para escrever algo assim. A mulher que inspirou essa música deve ter morrido de alegria, e se achado a mais poderosa do mundo, né? Eu me acharia.
E por último, não a mais romântica, porque esses boêmios safados provavelmente só queriam pegar a gostosa de biquini... mas, ainda assim, o maior, mais conhecido e mais belo culto à musa inspiradora que o Rio de Janeiro e os gringos já viram:

Todas invejam Helô Pinheiro.

 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vida encantada

Existe coisa melhor do que Terry Pratchett, autor britânico de livros de fantasia engraçados, onde existem universos mágicos, e com uma aparência de bruxo muito simpática e fofa?


Existe, uma versão feminina dele: Dyana Winne Jones!!



Adentrei os Mundos de Crestomanci através de Vida encantada, que encontrei magicamente por cinco reais, na feira de livros que estava na Praça Siqueira Campos - onde encontrei também alguns exemplares NOVOS de Discworld, do Terry, pelo mesmo preço. Bem, infelizmente, a feira não está mais lá, contudo, deve ser fácil encontrá-la na Cinelândia, no Centro, ou em alguma curva de esquiva, quando se menos espera, de acordo com o desejo do seu coração. IT'S MAGIC.

Como eu ia dizendo, fui convidada a este mágico universo criado por Diana, com o primeiro volume da série. E quem sou eu para criticar alguém que teve aulas com J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis? Antes de ler já gostava, e depois de ler fiquei literalmente encantada.

Vida Encantada conta a história de Eric Chant, ou Gato, um menino fofo e super bonzinho que perdeu os pais em um acidente e é muito apegado a sua irmã, uma bruxa, Gwendolen Chant. Provavelmente eu posso dizer, já que está escrito na contracapa do livro (embora eu preferisse que não estivesse - sou chata para essas coisas), que Gato ganhou este apelido porque possui 9 vidas. Eles vivem em um mundo onde magia existe, embora tudo seja muito realista. Imagina você ter uma vizinha que é clarividente, um outro que é mago e uma menina que tem aulas de magia, como outras crianças tem aula de música; e como existem algumas lojinhas de conveniência, existem também lojinhas de ingredientes exóticos, tipo sangue de dragão (mentira, isso é raro e proibido!!). Alguns, como os governantes, não são muito chegados, mas que a bruxaria existe, existe! Após a morte dos pais, Gato e Gwendolen vivem com a charlatona, porém divertida, e também bruxa, Sra Sharp, mas de alguma forma suas vidas estão relacionadas a Você Sabe Quem. Não, não a "quem" vocês estão pensando exatamente, mas a um homem importantíssimo deste mundo, Crestomanci. Pois é, esta forma de refêrencia nos é um pouco familiar, assim como outras peculiaridades muito importantes do livro... (mas atenção, este aqui foi escrito em 77, digo logo......)

Os dois jovens logo vão morar em um castelo muitíssimo luxuoso, na companhia de empregados, um tutor e uma nova família, a esposa, Millie, e filhos, Júlia e Roger, de Crestomanci - todos mágicos. Mas as coisas lá não são flores encantadas: Gato não é muito sociável e, para um jovem que não tem poderes, é difícil ser popular entre crianças bruxas, e ainda com a "ajuda" da sua irmã, as coisas ficam muito mais dificéis. Boa parte do livro se resume a travessuras (nesse caso, com bruxaria), e a Gwendolen tentando enfernizar Crestomanci, seus filhos e o leitor. Mas de repente as coisas começam a mudar, e a trama começa a ficar verdadeiramente fantástica. Coisas estranhas e misteriosas acontecem, novos personagens verdadeiramente legais surgem, tudo dá errado, errado, errado e, de uma hora para outra, um clímax e tudo dá certo. Ufa. A autora consegue criar um elemento sentimental, e é impossível não se envolver.

Trata-se de um livro infantil, cheio de ideias muito boas e fantásticas (à altura de Pratchett), mas tudo se resolve de maneira simples e fácil de entender: Para crianças! Crianças ficarão inteligentes lendo isto! Existem mundos parelelos, vejam que delícia... e muitas vidas envolvidas e de UMA só pessoa. É muito engraçado, e a graça vem, inclusive, dos personagens adultos, que não são sabichões ou enigmáticos... e é fofo!! Os personagens são muito bons (com excessão de um: Gwendolen, arrghh), mas o melhor sempre é o universo mágico em que a história acontece, onde a magia ocorre sob várias formas, e não necessariamente por meio de uma varinha. Isso se chama criatividade. E é lindo!!!

"- O pai de vocês é um homem tão bonito, deve ser uma decepção para ele que vocês sejam gordos e feios como a sua mãe - comentou [Gwendolen].
As duas crianças olharam-na placidamente por cima de suas montanhas de geléia.
- Ah, não tenho idéia - disse Roger.
- Ser gordo é confortável - Júlia opinou. - Deve ser bem chato parecer uma boneca de porcelana, como você."

Como não amar?
E ainda, uma passagem feminista, vejam só!


"- Não sabe costurar? - Gato perguntou, subindo também. 
- Eu desprezo a costura, é uma prisão para a mulher - Janet explicou. (...)"

Diana é definitivamente uma fofa, linda, mágica e estou apaixonada. Infelizmente ela faleceu recentemente, mas deixou um legado de obras fantásticas. Quero ler todas todas todas de uma só vez!!!


Os Mundos de Crestomanci foram publicados no Brasil pela Geração Editorial. São cinco livros.
E ela possui algumas publicações pela Editora Record (dentre elas O castelo animado, que virou filme), além de muitas obras não publicadas no Brasil.

Vamos ler Diana para sempre.