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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um que eu amo muito e outro que acho foda

Esses tempos estão muito feministas.
Bem quando me acontece uma coisa que me fez pensar.

Eu estava no ônibus, sentada na janela, lendo meu livro, quando ele para num ponto e eu percebo que um cara do lado de fora está me olhando, bem de perto. Óbvio que não desvio meu olhar do livro para um desconhecido me encarando, até que ele apoia a mão na janela. Isso, claro, me obrigada a olhar pra ele, por reflexo, já que não é nada comum alguém parar e se apoiar num ônibus que vai sair em segundos. Eu volto pro meu livro, e quando o ônibus dá a partida, o cara continua com a mão no vidro da janela e vai arrastando ela até não dar mais. Isso me deu um ódio!! Por coincidência, eu estava lendo Dead until dark bem na hora em que a Sookie conta que foi abusada por um tio quando era criança. Incrível, né? E isso me deixou puta de uma tal maneira, que eu me senti abusada. Porque, arghhh, quem o cara pensa que é pra invadir meu espaço desse jeito? Mesmo que eu tenha ignorado, ele se achou no direito de se fazer notado, porque não, quando você faz uma gracinha pra uma mulher, ela você não pode ser ignorado e sair como o babaca da história; ela tem que ver, ficar constrangida e aí, missão cumprida. Você é o machão! 

Aí eu percebi que as mulheres são tão inferiores, que homens assim se acham no direito de mexer, intervir, invadir o espaço. Obviamente ele não estava interessado em mim, em conseguir meu nº de telefone ou coisa do tipo, ele só queria reafirmar sua superioridade masculina e sexual. "É natural eu mexer com você porque sou homem."/"Obrigatoriamente te vejo como um objeto sexual porque você é mulher."

E aí eu percebi que invasões como o estupro, a violência e o desrespeito são só a ponta do iceberg. Se um idiota se acha no direito de falar uma gracinha pra uma mulher, por que motivos um idiota ainda maior não se acha no direito de transar, bater, trair, mandar, humilhar etc.

GENTE, EU TENHO O DIREITO DE NÃO OUVIR GRACINHA DE UM DESCONHECIDO QUANDO PASSO NA RUA!!!! Vocês percebem o quão selvagem isso é, mesmo que tenha caído na trivialidade?

Muita coisa tem que mudar ainda. Antes de sair por aí dizendo que não se deve fazer isso ou aquilo, todos devemos pensar lá lá lá láááá no fundo, no fundo pra ver se os valores também estão todos certinhos. Porque se você acha, no fundo, no fundo, que é mais certo um homem sair com várias mulheres do que o contrário, não adianta nada.

Mas, cá pra nós, eu queria muito muito muito falar ISSO, mas também sobre outra coisa que tem a ver, mas não muito. Não, na verdade tem TUDO A VER, SIM; mas a aborgadem é muito diferente - mais artístca! HAHA Então leia o próximo post. (não quero que esse fique muito grande e vocês me achem chata.) - Ah, e aí vocês vão entender o título do post ;)

domingo, 13 de maio de 2012

E estamos conversados.

Oi, gente. Tudo bem com vocês aí?
Comigo está tudo ótimo.
Hoje tive que vir ao meu best friend que não vejo todo dia.

Sabe, eu amo pessoas, seres humanos. Amo conversar com alguém, fazer alguém se sentir bem, conhecer melhor, saber como funciona a vida, a cabeça de uma pessoa etc. Porém eu não amo tanto alguém o bastante para aturar seu egocentrismo. Quando a conversa passa de curiosidade sobre sua vida para um monólogo sobre todas as coisas excepcionais que acontecem com você, e só com você, eu quero me matar ou te matar, não sei; quando você só sabe criticar, corrigir ou diminuir tudo o que eu falo, eu só quero parar e nunca mais voltar a conversar com você; quando você só tem comentários chatos, eu só quero rir da sua cara; e quando você não perde a oportunidade de fazer uma coisa que te deixa bem, mesmo que isso machuque alguém, eu fico muito muito muito triste.

O egocentrismo é o problema do mundo. E a gente não tem como acabar com ele porque "eles" são egocêñtricos demais para perceber que fazem isso.
Sempre acreditei que ser boazinha era uma maravilha, porque você faria amigos, muita gente ia gostar de você e nada ia te incomodar. Mas quando você disser "aaaahnnn, que legal" para o primeiro elogio que "eles" fizerem sobre si mesmos, eles vão te descobrir e serão a sua ruína.
E depois de acharem que são tão importantes a ponto de você obviamente querer ouvir sobre suas vidas, suas opiniões incontestáveis e suas sinceridades que ninguém perguntou, eles virarão as costas e sairão por aí falando sobre como você é "boazinha demais" e, por isso, obviamente, falsa demais, etc demais.

Arree... como vocês aguentam isso?

Se esse for o preço, eu não quero mais ser gentil. Eu só quero que vocês saiam de perto de mim porque não sou besta, babaca - não pra vocês -, e porque vocês são chatos. De agora em diante, eu só quero ouvir o que eu perguntar ou nem isso. Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador.

E se você for que nem eu, comece a falar palavrão, xingue eles e os tire de perto de você. NÓS PODEMOS.


Sejamos egocentricos!!! E não porque achamos de alguma forma o que vocês fazem legal, mas sim pra salvar o mundo!

E eu só não falo mais sobre meu ÓDIO por vocês, porque nesse mundo existe GENTE DE BEM, que fala por mim! haha!

ARNALDO FUCKING ANTUNES
Eu não acho mais graça nenhuma nesse ruído constanteque fazem as falas das pessoas falando, cochichando e reclamando, porque eles querem mesmo é reclamar,Como uma risada na minha orelha, ou como uma abelha, ou qualquer outra coisa pentelha,sobre as vidas alheias ou como elas são feias,ou como estão cheias de tanto esconderem segredosque todo mundo já sabe, ou se não sabe desconfia.Eu não vou mais ficar ouvindo distraído eles falarem deles e do que eles fariam se fosse com eles,e do que eles não fazem de jeito nenhum, como se interessasse a qualquer um.Eles são as pessoas, todas, todas as pessoas, fora os mudos.Se eles querem falar de mim, de nós, de nós dois,falem longe da minha janela por favor, se for para falar do meu amor.Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador.Campainha, telefone, secretária eletrônica eu não ouço nunca mais, pelo menos por enquanto.Quem quiser papo comigo tem que calar a boca enquanto eu fecho o bico.E estamos conversados.



(retirado do Vagalume, embora eu pudesse digitar cada sílaba com o ódio movendo meus dedos pelo teclado! muahauauhuhaahu)

sábado, 21 de abril de 2012

E quando o fim chegar, se debulhe em lágrimas.

Livro lindo. Lindo. Lindo. Lindo. (...)
E tudo o que eu quero fazer é chorar, chorar, chorar.
Ai, meu deuuuuus, por que esse ele me disse essas coisas todas?
Ah, os amantes... tão estúpidos dizendo "te amarei para sempre".
Não, ninguém aqui amara para sempre, aaaaaaaaaaaaah, tratem de enxergar.
Todos vamos morrer e, conosco, nosso amor. Isso é lindo? Não sei. É triste? É. E como pode um final não ser feliz? Não faz sentido. Mas é.
E quando isso acontecer, as lágrimas vão te ajudar a lembrar o que foi bom.
Mas não precisa se preocupar porque o amor não vai acabar - não antes de você.
Como disse Daniel Johns (e eu sabia que um dia iria entender): "things that end never truly begin" - mesmo se isso estiver fora de contexto.
Só vai existir um amor, que não vai acabar... há, olha aí de novo, vai acabar!! Aí é que está.
Não ame pra sempre, ame pra agora. E, como o livro, quando acabar, chore :(((((((








quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Títulos legais

Uolá!
Quanto tempo sem postar aqui. Mas não é por falta de gosto, de vontade, ou de ter o que falar (talvez)... mas sim por preguiça!
Tenho lido alguns livros muito bons e sido muito feliz, minha gente!
E estou preparando um post muito legal (só pra animar vocês).

Então, tem coisa mais útil do que um blog para falar sobre um livro bacana que ninguém conhece?
Como o último post disse, o melhor livro que li ano passado foi logo o primeiro. E parece que essa "maldição" tende a se repetir over and over and over again (imaginem a voz fofa da Zooey Deschanel falando essa parte em inglês).

Comecei o ano lendo um livro muuuuuuuuuuuito bacana. Mas tão bacana que eu não sei como dizer. Mentira, sei sim: pelo título.




Acabo de provar pra vocês que esse título é muito bom, né? Não preciso dizer mais nada, esse longo título já diz muito.
Ele é de uma editora que eu nunca ouvi falar: Relume Dumara. Mas dentro do livro descobri que pertence à Ediouro Publicações. Nunca vi resenha, publicidade e nada sobre! Descobri de forma angelical, predestinada, numa queima de estoque da Saraiva Online; o livro estava por R$ 9,90. 

Muitas coisas influenciam a decisão de comprar um livro. O autor, a capa, pros mais mão-de-vaca o preço... e o título! Em tempos de nome-de-livros-com-uma-palavra-só, foi essa coisa de "O Escritos partido em dois não sei o que", que até hoje eu não consegui decorar, que me fez comprar o livro na mesma hora.
Primeiro porque ele é muito criativo, segundo porque é a história de um editor, terceiro porque tem "robôs" no meio. (Querem me conquistar? Aprenderam as três palavras-chaves, hein?)

Isso pra mim é uma mensagem. Escritores: sejam criativos! Pensem, deem significado pra porra toda que vocês escreverem. Não se deve escrever um "-Olá" sem motivo. E isso não serve só pra escritores, mas para qualquer um de nós. Se quando fossemos salvar uma foto no computador, criar uma pasta ou legendar uma foto no Facebook, fossemos mais criativos do que "Marcela.1"/"Informações1"/"Eu", o mundo seria um lugar bem mais inteligente.

E serve também para músicos como a Adele que colocam o nome do disco com a sua idade. Hehehe... ok, isso foi uma crítica gratuíta. Estou brincando, não conheço Adele, imagino que o nome do disco seja uma forma de dizer "faço muito sucesso e ganho muito dinheiro mesmo tendo a mesma idade que você". É claro que eu poderia ter criticado She & Him, que titula seus álbuns como "Volume One" e "Volume Two", mas tomem tenência, quando em sã consciência eu vou criticá-los?

Mas quanto a história, ela não deixa a desejar. É sobre um editor, Rámon, que se vê bem no meio do furacão de mudanças, digamos, muito significativas, do mercado editorial. A história se passa na Espanha, e a primeira coisa legal, do ponto de vista de uma aspirante a editora, é ver como é diferente a Editora em que Rámon trabalha. Ela é um grande grupo Empresarial que cuida de outras mídias como tv, música, etc... A parte editorial é, claro, o segmento mais fraco, e os responsáveis planejam tomar medidas extremas para transformá-lo no ponto forte do negócio. Essa pra mim é a genialidade do enredo, embora não do livro como um todo; a leitura é incrível - tanto quanto o título - por muitos outros motivos.

A Editora onde Rámon trabalha é uma das grandes que dominam o mercado e engolem as pequenas que tentam sobreviver. Mas o pobre editor é apenas um subordinado que vai sendo levado pelo ritmo louco da trama. Ele é convidado a participar de um Congresso, onde vai compreender (e a gente também) melhor o rumo desse mercado editorial, e apresentar seu autor aos novos meios de produção da Editora. Muito louco. Além de tudo, muito divertido de ler... o Congresso é o máximo. Mas aí, toda a confusão começa, e as loucuras só aumentam.

Rámon é a pessoa mais engraçada e carismática da Literatura. Prefiro não falar sobre sua peculiar personalidade, mas ela é muito bem desenvolvida e torna tudo muito legal. Eu não conheço esse autor, mas ele criou uma trama muito boa, crítica e ao mesmo tempo com muito humor. E além do clima ficção científica, tem um suspense policial também.

O livro é uma mistura de 1984, Poderoso Chefão, Superman e uma pitada de Douglas Adams (não tão engraçado, mas isso já quer dizer muito engraçado). É, nesse nível! E na minha opinião, a maior crítica é sobre a indústria cultural, que engloba a Literatura mesmo que não seja tão evidente quanto na indústria cinematográfica e musical. 

E a melhor forma de protestar foi nos dando boa leitura! Por isso, LEIAM!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O melhor do ano

É Natal, é fim de ano e todo mundo só sabe fazer TOP homenageando os melhores tudo do ano.

Escrotinhos vocês, hein?

Bom, também o farei!
Quero dizer que na primeira hora do ano eu vi A Fantástica Fábrica de Chocolate e, mais tarde, Scott Pilgrim contra o mundo. Esse ano promete, hein?
Mas, como sou uma pessoa das letras (MUAHAHAUA) meu top será sobre livros. Mas, para o bem ou para o mal, meu TOP terá apenas UM livro.

WOW, chegou o momento em que posso falar falar falar chorar gritar e bancar a lhouca por ELE!

...

Pode parecer triste... sabem, meus leitores, mas o MELHOR livro que li neste ano foi simplesmente o que li na PRIMEIRA SEMANA DO ANO - do ano 2011. O quão triste isso é? Passei os próximos 12 meses, 8340982 dias lendo livros menos melhores do que ele...

Na verdade, não é nem um pouco triste porque eu li livros muito bons... DIANA WYNNE JONES, TEERRYY PRRAATCHHETT, Neil Gaiman, Conan Doyle (sou pedante e só cito os bons da parada, mas também teve muita coisa trash com direito a fila de autógrafos na Bienal :P)... mas nenhum dos títulos (apesar de muito bons) merecem estar no mesmo TOP que o dito cujo.

Querem saber qual é?

~~~~~~~~~~O Pacto!

As capas(e títulos) da Sextante podem ser as mais bregas, mas eu vou amar esta aqui por toda a minha existência :)


do iniciante Joe Hill, galera!

Esse foi um puta culto. Será que estou exagerando? Que eu me lembre não.
Esse livro foi simplesmente DO CARALH&@*. LINDO. FASCINANTE.
E olha que nem o possuo. Peguei emprestado com a proposta de filho do Stephen King (absolutamente NADA contra, respeito muito, mas não ligo - não me levem a mal), e meu amigo, o dono, Társio, maluquinho, me apresentou com a seguinte recomendação "Ao meu ver é uma resposta a esses romances sobrenaturais adolescentes". E, pra mim, absolutamente não é.

Vou me controlar e falar direito: O Pacto - Horns, no original... faz muito mais sentido - é a história de um cara que acorda, depois de uma noite no fundo do poço, com chifres! Ele se tornou um demônio. Um pouco antes disso (acho que um ano, não lembro), sua namorada foi brutalmente assassinada e, apesar de não haver nenhuma prova, todos acham que ele é o culpado. Agora ele vive longe dos pais, morando com uma menina qualquer; o irmão e o melhor amigo se afastaram e a relação dele com a vida mudou, afinal, ele perdeu seu grande amor, sua primeira e única namorada, com quem esteve junto por 10 anos. Só que agora, como demônio, ele ganhou um certo poder - NÃO, NÃO, NÃO É RUIM - de despertar a verdade da boca das pessoas - verdades que ele preferia nunca ouvir. Diante dos chifres, as pessoas não se assustam, mas sim, estranhamente, começam a confessar seus pecados, seu sentimentos mais secretos, sem nenhum pudor. Esse toque sobrenatural é responsável pelo ponto crucial da história: o demônio interno de cada um. A partir daí, e da relação misticismo x realidade crua, Joe Hill constrói a moral de sua linda e profunda fábula sobre a vida, o amor e o ser humano - que é subestimada sob o rótulo "terror".

Deixando a emoção e histeria que esse livro me causou falar mais alto, só assim conseguirei expressar o que essa leitura foi pra mim: Esse livro não existe!!! É lindo. É basicamente o romance mais lindo - MAIS LINDO - que eu já li. Ele fala sobre a realidade da vida e, paradoxalmente, sobre o misticismo por trás disso. Através dessa situação absurda de ser humano virando capeta, ele retrata a mais verdadeira essência do ser, da vida e do amor. Sim, a vida é/pode ser uma merda e ninguém tem poder nenhum sobre isso, nem mesmo Deus ou o Demônio. Mas nisso tudo, tem o amor, que é a única espécie de poder real que nós temos. Isso pode soar muito romântico, mas estou falando SÉRIO! É lindo, sim. Mas não é romântico de um jeito óbvio. Estou tentando falar sobre amor, mas não ser romântica. ENTENDERAM? Vou tentar de outra maneira: não subestimem o poder do amor com romantismo :P!!

Bom, de qualquer forma, ler isso é um puta spoiler, desculpem!

É uma droga ficar pensando - e ouvindo todo mundo falar... - "a vida é uma merda"/"a vida é uma merda"/"a vida é uma merda". Sabe, pode até ser, mas eu ainda não sei disso, a minha vida ainda não é uma merda, me deixem, por favor? (nesse sentido, what wonderful world ainda faz a minha personalidade, ok?). Mas, esse livro me fez acreditar no amor!!!!!!!!!!! Isso soou muito brega, mas não É. É sério. Se vocês acreditam no amor por livre espontânea vontade, por causa da novela, do Titanic ou por qualquer outro motivo, vocês estão errados... desacreditem! Leiam o livro e só então podem acreditar.

{Eu tenho problema com romantismo.... acho muito cafona}

[Er... provavelmente meu post é pura balela, não faz sentido e é provável que alguém que já tenha lido esteja pensando "do que é que você tá falando????????" - meu namorado tbm leu e sempre que começo a falar desse mesmo jeito pra ele, ele respira fundo e revira os olhos -... mas acho que esse livro me deixou louca, então... levem a sério se quiser hahaha - de qualquer forma, foi uma bela dica e depois dessa dúvido vocês não irem correndo comprá-lo. ARQUEIRO, ME PAGA UM MILHÃO!]

Desejo mais leituras como essa para 2012! E pode ser na primeira semana logo!

Aliás, pra vocês também!

maluco, tu é manero!

ATUALIZAÇÃO CHEIA DE AMOR.

gente, GENTE, logo depois desse post lindo, eu me deparo com essa foto nesse tumblr lindo demais também.

Valeu, destino. <3
Ai, me derreti de amoures! :)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eu odeio dia 15 de Julho!

A inspiração Anne Hathaway começa pelo fim: Um dia!
E começa mal...

Quando esse livro surgiu, eu achei que fosse um romance cool, com um quê de "atual" e aquele charme retrô (anos 90... iei). Mas é como se fosse tudo isso + o Nicholas Sparks. Muahaha, brincadeira, isso só se o Luciano Huck resolvesse escrever um livro.

Mas não é nada disso! Um dia não é nada, só um bando de coisas desconexas e sem importância acontecendo. 
Tem um casal, mas na metade do livro você ainda se pergunta se essa é uma história de romance mesmo, ou se ele inaugura um novo estilo literário chamado "amizade". É uma sessão de desencontros entre um playboy babaca e uma menina super legal e sofredora, que são melhores amigos - a menina, claro, apaixonada por ele desde sempre. E parece que eles se gostam, mas não mais, e depois quase se gostam de novo e tal e um monte de coisa deprimente vai acontecendo. Ok, é um retrato da juventude frustrada que só se fode. Mas isso não é bem conectado à história. Fica muito tempo acontecendo várias coisas que, na verdade, são a mesma, só pra mostrar como a juventude pode se foder de duas formas: declaradamente (e com orgulho) ou disfarçadamente (e sem orgulho).

O livro é longo e cheio de pequeninos detalhes que só acontecem pra te fazer ler 5 páginas a mais, mas não fazem diferença! No final, nenhuma deles vai ser mencionado para deixar a coisa romântica. E você vai dizer que o autor fugiu de clichê. Mas os clichês estão na filosofia!!!!!!

Acontece uma série de coisas que dão o ar verossímil e dão margem para as lições de moral que todo livro deve ter, certo? Mas as coisas não tem importância na história, e certas vezes nem continuidade, parece que o autor só joga todas essas "lições" no meio da história, perdidas. É como uma grande reunião de comunidades filósficas do orkut: Carpe diem!; Não trate como prioridade quem te trata como opção; A vida ensina; Não deixe pra amanhã o que você poder fazer hoje; Antes só do que mal acompanhado. Tudo isso serve pra porra do Um dia.

Sem contar que, se eles esteve evitando clichês ao longo da história, no final ele usa todos os mais piegas! E se tem algo de bom, é no capítulo onde a big thnig acontece, cara, tem um clímax ali!!!!!!! Fiquei nervosa. Mas não triste, não venha me dizer que aquilo é triste.
O final é só mais uma coisa perdida na história.
É dramático, mas não forte, nem emocionante. E principalmente, não quer dizer nada. fiquei mais comovida pela curiosidade do que pela tristeza.

Aliás, acho que é isso: Um dia não diz a que veio. Que história ele quer passar? Todas as comunidades de orkut juntas?
Você que gostou muito pode até dizer: "mas é pra você ver que a vida é assim, quando se menos espera, bang."
Desculpa, David, mas isso já não é novidade para nenhum ser humano. Eu já sei que todos podem morrer a qualquer momento. O Meu primeiro amor ensinou isso antes e de forma mais comovente que você.

É claro que a Emma é MUITO LEGAL. Mas cá pra nós, QUEM NÃO É LEGAL sendo: jovem, alternativa, engajada, diferente de todas as piriguetes, inteligente, cult, que ama de ler e escrever? AH VAI! Porra, quem não seria legal desse jeito? A TAMMY GRETCHEN SERIA! E o Dexter é um babaca, puta que pariu. Odeio gente assim, que está fazendo merda, percebe que está fazendo merda, se sente mal por estar fazendo merda, MAS CONTINUA FAZENDO MERDA. E no final ele volta regenerado HAHAHA.

A NARRATIVA... "OH, ele só vai narrar um dia"... grandes bosta! Isso não trouxe nada de interessante à história, a não ser o fato de nos poupar dos outros 364 dias dos 20 anos (nossa, isso daria muitos dias!). Mas o Davi não usou isso de forma criativa, a cada ano que se passava, praticamente nada acontecia, de forma que não foi nenhum desafio resumir tudo em um dia.

Enfim, não não não gostei.
Isso é o que você consegue por comprar um livro pela capa :P

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O filme é diferentemente péssimo. Nossa, que correria. Que porra é aquela deles entrarem em casa, começarem a se pegar e no mesmo minuto já estarem conversando: "e aí, vamos mudar o mundo?"
Eu gostaria de saber como é assistir àquilo (e entender) sem ter lido o livro. Ele usa quase as mesmas falas do livro e isso às vezes irrita. Parece que foi só pra passar o livro pro cinema com menos informações (tipo, "gostou? quer saber mais? você pode achar a história completa aqui" e não é disso que deve se tratar uma adaptação cinematográfica, na maioria das vezes.)

A Anne se destaca pouco, e pra mim estava meio deslocada do cenário inglês. É todo mundo muito inglês, como o Jim Sturguess (OMG) e ela tem jeitinho e carinha (e sotaquezinho) de americana, né? Além da aparência feia demais (tá, eu sei era o papel...) e tal... mas o Jim, nossa, quando ele ficou tão legal? Vocês repararam como ele é alto e magro? Que divertido, e com figurino anos 80~90, então...

Os dois jovens e bonitinhos own cuti cuti

uma das coisas que me fez ver/ler: foto linda

Anne bonita

Anne brega/Jim com um charme brega

Jim charmosíssimo com esse visual anos 90!



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não sei o que falar

Oi, gente.

Estou de mal com o mundo, então, vim postar.

Tudo começou quando eu fui dormir 18:30 de hoje, ouvindo um disco muito bacana que um amigo indicou. O disco é foda. Tudo bem que ouvir música dormindo é foda porque você não escuta nada, mas com certeza entrou no meu subconsciente.


Mas aí dormi e agora estou sem sono, sem animo, sem amor.

Em retrospectiva, vi a série de terror nova da FOX, mas na verdade quase não vi nada porque estava muito empolgada procurando acessórios STEAMPUNK no ETSY. Achei vários, só estou em dúvida ainda. hahaha Mas certamente essa será minha nova estética! Isso porque estou lendo um livro chamado Mortal Engines, da Novo Século, que é puro steampunk e muito maneiro, mas tem uns erros MUITO feios de edição que tiraram um pouco a minha animação. E eu parei de lê-lo momentaneamente. Na verdade também estou com muitos trabalhos para a faculdade (AI UNIVERSITÁRIO DEVE SER UMA COISA CHATA, NÉ, SEMPRE O MESMO PAPO), e aí fico me sentindo mal de ler uma coisa quando deveria estar lendo outra coisa e acabo não lendo nada e sofrendo de tédio. Vi 2 broke girls que finalmente teve um episódio legal. Gostei muito. Acho que todo começo de série é meio chato, né? Ah, não posso esquecer de dizer que antes disso me recusei a assistir Walking Dead. Hehe

Também vi um filme legal: Beleza Americana. Um filme belo, inteligente, divertido e engraçado. Roteiro foda que levanta tantas questões sociais que não dá para mensurar. Às vezes eu acho que consigo viver fora dos "padrões" e das neuras sociais tanto quanto eu desejo, vendo todo mundo por cima e analisando as falhas alheias, e fico satisfeita, mas é provável que eu esteja só sendo patética e medíocre. [Bom, talvez isso faça alguém rir da minha cara, mas sei lá, né...] O negócio é que se um dia eu escrevesse alguma história ou roteiro eu queria que fosse algo assim: uma trama costurada e muito conteúdo por trás de tudo.

E lá encontro a famosa garotinha do filme do macaco ladrão da minha infância querida que os anos não trazem mais. Ela também fez Mundo Cão (com a Scarlett), que vi recentemente. Dormi. Ah, no Beleza Americana, eu não dormi, e tipo, eu durmo em filmes bons, mas o fato deu não ter dormido prova que o filme foi mais do que o comum de bom. Mas isso me lembra que eu quero muito ler a nova HQ que saiu, Mundo Fantasma, que deu origem ao filme Mundo Cão.


É a história de duas amigas, uma mais legal que gosta de artes, etc...

E eu quero muito de ler porque essas histórias de menininhas alternativinhas e independentes fazem eu me sentir poderosa.

Fiquei muito irritada porque decidi comprar um livro do Jorge Luís Borges.

E bom, isso foi tudo que eu pensei hoje. A última coisa foi que decidi fazer uma maratona Anne Hathaway. Eu sou idiota, mas vou fazer. Porque, sabe, um dia ela vai morrer e certamente vai se tornar um ídolo, tal qual Audrey Hepburn, que a gente não para de idolatrar por aí. Então, por que não fazer isso enquanto ela está viva, linda, na flor da idade, PRESTES A SER A MULHER GATO AI MEU DEUS.

E eu adoro ela, tanto que aprendi a escrever seu nome difícil pacas, sem copiar do google! Então, assistirei a todos os seus filmes que ainda não assisti e vou comentando aqui. O último, claro, em Dezembro: Um dia, que também é um livro. Eu já estava, claro, tentada a comprar o livro, quando saiu, mas resolvi não comprar por motivos como... mais um bestseller (nada compra, mas isso faz com que eu não tenha pressa para lê-lo) e nada de mais. Até que o "nada" virou Anne Hathaway fazendo o filme: minha decisão já mudou. Até que eles me aparecem com isso aqui:


Não é só por causa da Anne e desse inglês fofo do Across the universe cujo nome eu não sei, mas a capa está mesmo linda.

Motivos suficientes, me convenceram, comprei na primeira vez que vi vendendo. Agora vou lê-lo antes de ver o filme e ele entra na sessão de posts sobre ela, combinado?

E isso, sim, foi tudo o que eu pensei hoje.